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Projéteis e drones foram interceptados sobre Riade na sequência de um ataque da coalizão liderada pela Arábia Saudita a um depósito de combustível perto de Sanaa, informou a BBC.
O major‑general Turki al‑Maliki disse que vários projéteis direcionados à capital saudita e a outras cidades foram abatidos após a coalizão atingir a instalação da Yemen Petroleum Company, controlada pelos houthis.
Após o ataque ao depósito al‑Sabaha, autoridades sauditas relataram explosões ouvidas sobre Riade e outras cidades. Al‑Maliki informou que quatro mísseis e dois drones foram interceptados nas proximidades da capital e que mísseis voltados a cidades como Dammam também foram abatidos.
Em Dhahran, fragmentos teriam caído em área residencial, e um prédio administrativo da Aramco foi atingido, provocando “incêndio de pequena extensão”, segundo o Ministério da Energia da Arábia Saudita. O ministério afirmou que não houve relatos de vítimas.
O gabinete saudita, presidido pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, afirmou que o grupo apoiado pelo Irã “arqueará as consequências” de ataques recentes contra a Arábia Saudita, segundo a BBC. Os houthis haviam avisado que mirariam o aeroporto e a refinaria da Aramco em Riade e a sede da empresa em Dammam.
Os houthis dizem atingir aeroportos, instalações de petróleo e gás e bases militares sauditas em retaliação a ataques sauditas em territórios que controlam no oeste do Iêmen, incluindo Sanaa, conforme publicado pela BBC.
Antes do ataque, filas se formaram em postos de combustíveis em Sanaa após alertas sobre uma operação contra a instalação al‑Sabaha, segundo relato da AFP citado pela BBC. A Yemen Petroleum Company, administrada pelos houthis, declarou que o local “não contém nenhum estoque de produtos petrolíferos” e que tomou medidas de precaução para garantir estabilidade no abastecimento.
A reportagem também lembra que o Iêmen permanece devastado por uma guerra civil iniciada em 2014 e intensificada em 2015 com a intervenção da coalizão saudita. Desde agosto, centenas de pessoas teriam sido mortas, com o escritório de direitos humanos da ONU informando ao menos 54 civis entre as vítimas — metade crianças — e mais de 216 mil deslocados; casos suspeitos de cólera subiram de 217 para 647 em três semanas, segundo a BBC.
As informações são da BBC.