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O kibutz Nir Oz, a cerca de 1,6 km da fronteira com Gaza, continua marcado pela violência dos ataques de 7 de outubro de 2023. Três anos depois, moradores e sobreviventes debatem como reconstruir o lugar: alguns querem voltar para preservar a memória das vítimas; outros se mudaram de vez. A direção do projeto diz que a reabertura completa pode levar dois anos.
Grande parte das casas de um só pavimento do kibutz foi queimada e dezenas foram demolidas; restaram apenas as salas seguras de concreto reforçado, que não protegeram contra os ataques. Alguns moradores defendem manter casas danificadas como prova do que ocorreu. “Isso é um de cada quatro de nós: mortos ou sequestrados”, diz Dalit Ram Aharon ao mostrar postagens e marcas deixadas após o ataque.
Emi Palmor, diretora do projeto de Reconstrução e Reabilitação em Nir Oz, afirmou que o local precisa ser completamente demolido e replanejado e descreveu o processo como “um grande debate, um debate muito doloroso”. Há contrapartes entre os moradores: uns querem que a área seja planejada de forma serena para não reviver o trauma; outros querem manter vestígios como prova do que aconteceu.
Alguns sobreviventes voltaram a morar no kibutz após reformas: entre eles estão antigos fundadores e pessoas que foram feitas reféns. Dalit e o marido Achi, que sobreviveram ao se abrigarem na sala segura por quase 12 horas, dizem que pretendem retornar em memória das pessoas que perderam e para preservar as raízes da família.
A reportagem relata casos individuais que marcaram a comunidade: o assassinato de uma família que estava abrigada em um porão projetado para foguetes, a morte de uma professora na creche, e a Figure simbólica de Shiri Bibas e seus filhos, que foram levados como reféns e posteriormente mortos. O marido de Shiri, Yarden Bibas, foi libertado vivo em fevereiro de 2025; a matéria informa que o grupo que deteve Shiri e os filhos atribuiu a morte a um bombardeio, mas peritos forenses israelenses concluíram que foram mortos por seus captores e que os corpos sofreram mutilações.
A matéria também aponta que, apesar de um acordo de cessar-fogo mediado pelos EUA que levou à devolução dos últimos reféns um ano antes desta cobertura, a violência na região seguiu, com ataques contínuos em Gaza.