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O Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, participou, nesta sexta-feira (16/10), da abertura do evento de comemoração dos 100 anos da Justiça da Infância e da Juventude no Paraná e dos 36 Anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A solenidade, realizada na sede do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), em Curitiba, teve o objetivo de proporcionar um momento de reflexão sobre a trajetória histórica da Justiça da Infância e da Juventude, desde a criação do Juízo de Menores em Curitiba, em 1926, os avanços conquistados ao longo das últimas décadas e os desafios contemporâneos para a efetivação dos direitos de crianças e adolescentes. A Presidente do TJPR, Lídia Maejima, abriu o encontro.
Em sua fala, Francisco Zanicotti afirmou que o Paraná se encontra em um momento muito importante para a proteção integral de crianças e adolescentes e citou como exemplo a reforma dos Centros de Socioeducação, em andamento desde o início do ano, com foco não apenas na melhoria da infraestrutura, mas também na contratação de agentes de socioeducação e na formação profissional dos adolescentes em conflito com a lei. Zanicotti citou ainda a ampliação dos Conselhos Tutelares em Curitiba, de 10 para 13 unidades, prevista para ocorrer em 2027, e o engajamento do serviço social no estado como um todo.
O Procurador-Geral de Justiça, que atua na área da infância e juventude desde 2013, também chamou a atenção para o problema da invisibilidade de crianças e adolescentes de unidades de acolhimento e para a urgência da atuação do Sistema de Justiça para promover a proteção integral. “A situação de abandono se reflete verdadeiramente nas crianças e nos adolescentes acolhidos. Precisamos atuar para tirá-los da invisibilidade e trabalhar para um processo rápido de adoção e pelo cuidado extremo”, declarou. “Nosso relógio tem que correr acelerado para salvar, proteger e fazer a diferença, para que o estado do Paraná seja um lugar ainda mais civilizado e ainda mais protetor. Contem com o Ministério Público do Paraná”, concluiu. Município, além de servidores do TJPR.
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