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Em 21 de outubro de 2026, um juiz do estado do Novo México determinou que a Meta — dona do Facebook, Instagram e WhatsApp — pague US$25 bilhões por ter, segundo o tribunal, mentido repetidamente ao público sobre como tratava dados de usuários do Facebook, informou a BBC.
A decisão segue um julgamento de duas semanas realizado mais cedo neste ano, no qual o tribunal concluiu que a empresa passou anos fazendo declarações falsas sobre o compartilhamento e o acesso a dados por terceiros. O juiz Francis Mathew escreveu que as violações foram “intencionais” e se estenderam por mais de uma década, de 2010 a 2021, citando comunicações entre executivos seniores — incluindo Mark Zuckerberg — que teriam sido “projetadas para enganar o público”.
O cálculo inicial da multa, baseado em milhares de violações da lei estadual, chegou a US$219 bilhões; o juiz reduziu o valor final para US$25 bilhões. Um júri concluiu que a Meta violou leis estaduais mais de 40 milhões de vezes, segundo a BBC. Os promotores do estado buscavam até US$40 bilhões; a Meta havia argumentado que qualquer valor além de US$3,4 bilhões seria inconstitucional.
O principal advogado da Meta no caso, CJ Mahoney, afirmou que a decisão torna “praticamente impossível fazer negócios no estado do Novo México” e declarou que a empresa pretende recorrer, afirmando que o recurso terá sucesso, segundo a BBC. A reportagem informou também que um porta-voz da Meta não respondeu imediatamente a pedidos de comentário.
O processo do Novo México remonta ao papel do Facebook no escândalo conhecido como Cambridge Analytica, no qual dados de milhões de usuários foram usados em consultoria política. A matéria da BBC lembra ainda multas e acordos anteriores envolvendo a empresa, incluindo uma multa de US$5 bilhões aplicada pela Federal Trade Commission em 2019 e um acordo de US$18 bilhões com o estado da Califórnia relativo à segurança de crianças. Ainda neste ano, o Novo México multou a Meta em quase US$1 bilhão por ter supostamente enganado o público sobre a segurança de suas plataformas para menores; o juiz que acompanhou esse caso comparou a empresa a um poluidor industrial, dizendo que sua forma de poluição era “o dano psicológico e a exploração sexual de crianças”.
Segundo a BBC, não há no material consultado detalhes sobre prazos para o recurso da Meta nem mudança imediata na execução da multa.