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Dezenas de milhares de pessoas participaram, em 1º de novembro de 2026, de um protesto em Nova Délhi, na Índia, pela renúncia do chefe da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar. A manifestação foi organizada pelo bloco oposicionista INDIA e liderada pelo Partido do Congress, de Rahul Gandhi, conforme relato da BBC, em material com origem editorial indicada como AFP.
O ato ocorreu no Ramlila Maidan, local tradicional de grandes eventos políticos e culturais da capital. Manifestantes carregaram bandeiras e entoaram palavras de ordem como “salve o voto, salve o país”, enquanto líderes da oposição acusaram a Comissão Eleitoral de comprometer o processo democrático.
Rahul Gandhi afirmou que o protesto representava jovens, mulheres, agricultores e trabalhadores, e disse que a oposição não permitiria, segundo suas palavras, a destruição da democracia e da Constituição. Também participaram Sonia Gandhi, Mallikarjun Kharge e dirigentes de partidos regionais, como Mamata Banerjee, Akhilesh Yadav, Mehbooba Mufti, Supriya Sule e Tejashwi Yadav.
Os partidos de oposição alegam que o processo também removeu eleitores legítimos e poderia beneficiar o Bharatiya Janata Party (BJP), do primeiro-ministro Narendra Modi. O BJP e a Comissão Eleitoral negam as acusações.
O líder do BJP e ministro do governo federal, JP Nadda, acusou a oposição de tentar provocar instabilidade e desestabilizar o governo sob o argumento de defender a democracia. Ele classificou o protesto como uma “conspiração calculada” para levar o país à anarquia, segundo a BBC.
A polícia de Nova Délhi determinou que a manifestação terminasse até as 17h, além de exigir a instalação de câmeras de segurança e a permanência dos participantes dentro da área designada. Apesar das restrições, a BBC informou que o ato transcorreu majoritariamente de forma pacífica.
O protesto ocorreu após semanas de manifestações contra a revisão dos cadastros, incluindo atos de grupos estudantis e do coletivo liderado pela geração Z Cockroach Janta Party (CJP). No sábado, líderes oposicionistas também realizaram um processo simbólico de impeachment contra Gyanesh Kumar. A iniciativa não tem efeito legal, já que a remoção do chefe eleitoral depende de um procedimento parlamentar formal.
Fonte: BBC.