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O ouro encerrou o pregão desta sexta-feira em alta, com o contrato mais negociado na Comex subindo 0,57% e fechando a US$ 4.424,9 por onça-troy, segundo CGN da Agência Estado veiculada pela CGN. O desempenho colocou o metal em uma semana de ganhos, apesar da elevação de juros promovida pelo Federal Reserve na quarta-feira.
A prata também fechou em alta: o contrato para dezembro avançou 1,59%, a US$ 67,14 por onça-troy, e registrou alta semanal de 3%, de acordo com a mesma apuração.
Na Comex, o ouro para dezembro fechou em alta de 0,57% e acumulou avanço de 0,36% na semana. A prata para dezembro subiu 1,59% no dia e 3% no período semanal, conforme os números divulgados pela Agência Estado/CGN.
Analistas consultados buscam entender a correlação entre os preços dos metais, as taxas de juros e os rendimentos dos Treasuries para antecipar tendências nas cotações, informa a reportagem. Uma avaliação do banco Commerzbank citada pela matéria indica que a reação principal do ouro ocorre no dia da decisão do Fed, não na divulgação da ata, e estima um efeito de aproximadamente -0,38% para cada ponto-base de surpresa na política monetária.
O relatório da Capital Economics citado na mesma matéria ressalta que episódios de euforia e compras por bancos centrais distorceram a relação tradicional entre metais, taxas e dólar, e projeta uma queda de quase 10% nos preços do ouro no ano, em direção a US$ 4.000 por onça-troy.
O Financial Times, citado pela reportagem, informa que governo da Venezuela e oposição estão próximos de um acordo para transferir cerca de US$ 4 bilhões em reservas de ouro do Banco da Inglaterra para o Federal Reserve de Nova York. Pelos termos em discussão, o governo interino de Delcy Rodríguez obteria controle legal sobre o ouro, mas não poderia vender imediatamente os ativos; eles poderiam ser usados como garantia para empréstimos, inclusive para Financial reconstrução após o terremoto de junho, segundo o Financial Times.