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Pesquisas sobre IA mostram estudante usando computador em ambiente escolar

Pesquisas associam uso inadequado de IA a notas mais baixas

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Dados reunidos pelo UOL mostram efeitos distintos da inteligência artificial na escola, no trabalho, nas empresas e nas compras no Brasil e no exterior.

Pesquisas recentes compiladas pelo UOL apontam que o uso da inteligência artificial tem avançado em diferentes áreas, mas produz resultados variados. Na educação, dados do Pisa indicam desempenho inferior entre estudantes que recorrem à IA para resumir textos ou elaborar rascunhos de redações, enquanto o uso semanal como apoio ao aprendizado esteve associado a resultados ligeiramente melhores.

A avaliação Pisa, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), reuniu dados de 2025 de mais de 760 mil estudantes de 15 anos em 91 países. Segundo o levantamento, mesmo após considerar a condição socioeconômica, alunos que nunca usavam IA tiveram, em geral, notas melhores em ciências do que aqueles que utilizavam a ferramenta. O desempenho também variou conforme a frequência e a finalidade do uso.

Emprego e resultados nas empresas

Nos Estados Unidos, o índice mensal de sentimento sobre IA da Axios com a CivicScience marcou 41,8 pontos em uma escala de zero a 100 em outubro, indicando visão negativa sobre a tecnologia. A expectativa de crescimento econômico teve saldo positivo de 10 pontos, mas a percepção sobre criação de empregos registrou saldo de -30,4. A pesquisa ouviu mais de 7.300 adultos entre 1º e 26 de outubro.

Levantamento da McKinsey com 1.719 executivos apontou que cerca de uma em cada três empresas deixou de comprar ao menos um software ou função porque agentes de programação permitiram desenvolver ferramentas internamente. Entre as companhias com receita superior a US$ 1 bilhão, o uso de agentes de IA em escala em pelo menos uma área passou de 27% para 40% em um ano.

Uso no trabalho e nas compras

Dados do Federal Reserve Bank of St. Louis indicaram que 45% dos trabalhadores americanos usavam IA generativa em maio de 2026, contra 33% em agosto de 2024. O uso era mais frequente em tarefas como leitura de documentos, preparação de relatórios e análise de dados, mas também aparecia em atividades de planejamento e comunicação em profissões de limpeza e lavanderia.

No Brasil, uma pesquisa da Nuvemshop com a Opinion Box, divulgada em setembro, apontou que 46% dos consumidores online já haviam usado ferramentas como ChatGPT e Gemini para auxiliar em uma compra. Entre esses usuários, 48% comparavam produtos, 47% buscavam respostas para dúvidas técnicas, 36% pediam sugestões e 32% procuravam ofertas.

Apesar disso, apenas 1,3% dos consumidores começavam a busca por produtos em ferramentas de IA. Google, marketplaces e redes sociais continuavam sendo as principais portas de entrada.

Outro levantamento citado pelo UOL, o Global Digital Shopping Index 2026, da Visa Acceptance Solutions, mostrou que 15% dos varejistas brasileiros tinham dados de produtos organizados para leitura por agentes de IA. Apenas 21% conseguiam identificar quando uma venda havia sido originada em uma ferramenta desse tipo.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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