Subscribe to Newsletter
Enter your email address below and subscribe to our newsletter
Enter your email address below and subscribe to our newsletter





A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito que apurou o assassinato de quatro homens que foram a Icaraíma (PR) cobrar uma dívida em agosto de 2025. De acordo com o delegado responsável, quatro pessoas da família Buscariollo foram indiciadas pelos crimes.
Segundo a investigação, as vítimas — Alencar Gonçalves de Souza Giron, Diego Henrique Afonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira — viajaram no dia 4 de agosto de 2025 de São José do Rio Preto (SP) a Icaraíma para cobrar uma dívida de R$ 255 mil da família Buscariollo. Câmeras registraram os quatro com vida na manhã de 5 de agosto; a polícia acredita que eles foram mortos no mesmo dia, em uma emboscada na propriedade rural dos suspeitos. Os corpos foram encontrados mais de um mês depois enterrados em um bunker; o veículo usado pelas vítimas também foi sepultado, segundo a PC-PR.
O delegado Thiago Andrade Inácio informou que Antônio Buscariollo (pai), Paulo Ricardo Costa Buscariollo (filho), Carlos Henrique Buscariollo (filho) e Carlos Eduardo Buscariollo (filho) foram indiciados por homicídio qualificado, ocultação de cadáver (quatro vezes), fraude processual e associação criminosa. A polícia aponta Carlos Henrique como o mandante, responsável por administrar a dívida que motivou a cobrança. A apuração envolveu, conforme a PC-PR, centenas de diligências ao longo de mais de um ano, e os autos foram encaminhados ao Ministério Público do Paraná, que decidirá se oferece denúncia.
Conforme informações da Polícia Civil, Antônio e Paulo Ricardo foram capturados no início da manhã do dia 18 de agosto em um sítio na zona rural de Rio das Pedras (SP), após monitoramento de inteligência; os nomes deles constavam na lista vermelha da Interpol, segundo a corporação. Carlos Henrique foi preso em Santa Bárbara do Oeste (SP) e Carlos Eduardo já estava detido por tráfico de drogas em São Bernardo do Campo (SP) quando passou a ser alvo da investigação. A polícia não descarta a participação de outras pessoas no crime.
A defesa dos quatro investigados afirmou aguardar a conclusão do inquérito e sustentou que a “demora excessiva” para encerrar a investigação, com os clientes presos preventivamente, configurou “constrangimento ilegal”. Com o encaminhamento dos autos ao Ministério Público, a próxima etapa será a avaliação do MP-PR sobre a apresentação ou não de denúncia.
Fontes: G1, reportagem sobre conclusão do inquérito da PC-PR.