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A indústria de veículos no Brasil demonstrou resiliência ao alcançar números robustos durante o mês de setembro. Mesmo com uma pequena oscilação negativa frente ao mês anterior, o setor celebrou um desempenho que não era visto há mais de uma década.
Os dados foram apresentados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que detalhou o cenário atual da fabricação de automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões em todo o território nacional.
Conforme informação divulgada pela Agência Brasil, o mês de setembro atingiu a marca de 268,3 mil veículos produzidos, representando um crescimento de 10,2% na comparação com o mesmo período do ano passado.
No acumulado de janeiro a setembro de 2026, a produção nacional registrou uma alta de 8,7%, totalizando quase 2,2 milhões de unidades. Entretanto, a Anfavea alerta que parte desse montante envolve regimes de montagem final, conhecidos como CKD e SKD, que complementam a fabricação integral no país.
O mercado interno também reagiu positivamente. Em setembro, o país contabilizou 281,4 mil emplacamentos. Esse volume de vendas é o maior registrado para o mês desde 2014, impulsionado majoritariamente pela procura por automóveis, que subiu 22,5% no acumulado do ano.
Apesar do sucesso no mercado doméstico, o cenário externo permanece preocupante. As exportações brasileiras acumulam seis meses de estagnação, mantendo-se abaixo de 40 mil unidades mensais. Em setembro, foram exportadas 39,8 mil unidades, uma queda de 24,2% em relação ao ano anterior.
O presidente da Anfavea, Igor Calvet, explicou que a dependência do mercado Argentina é um fator crítico, respondendo por 96% da queda nas vendas externas. Além disso, o país enfrenta uma concorrência acirrada com modelos chineses e mexicanos.
Outro ponto de atenção é o crescimento das importações, que subiram 34,9% em setembro. Segundo Calvet, o país tem comprado mais do exterior enquanto a balança comercial de veículos exportados perde força, criando um desequilíbrio no setor.
Para a produção nacional, a projeção de crescimento subiu de 3,7% para 6,7%, com expectativa de superar 2,8 milhões de unidades. Contudo, o setor de veículos pesados, como ônibus e caminhões, segue com previsão de retração de 6,5% nos emplacamentos até o final do exercício.
Qual foi o volume de produção de veículos em setembro de 2026?
Foram produzidos 268,3 mil veículos, o melhor resultado para o mês desde 2014.
Como está o desempenho das exportações brasileiras de veículos?
As exportações estão em queda, com recuo de 24,2% em setembro na comparação anual, afetadas principalmente pela situação econômica da Argentina.
O que são os regimes CKD e SKD mencionados pela Anfavea?
São regimes que permitem a montagem final de veículos no Brasil, complementando a produção que é fabricada totalmente dentro do país.
Qual a expectativa de emplacamentos para o fechamento de 2026?
A estimativa é de 3,1 milhões de unidades emplacadas, o que representaria um crescimento de 15,2% em relação ao ano anterior.
Todos os segmentos automotivos estão em alta?
Não. Enquanto o setor de automóveis e comerciais leves apresenta crescimento, o segmento de veículos pesados, como caminhões e ônibus, deve encerrar o ano com retração de 6,5%.