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Uma educadora foi desligada de suas funções após ser flagrada oferecendo pontos adicionais em notas escolares para alunos que contribuíssem com uma campanha financeira pessoal. O objetivo da profissional era arrecadar fundos para custear uma viagem ao Equador, que seria realizada na companhia de seu marido.
O caso ocorreu em Iowa, nos Estados Unidos, envolvendo Stephanie Mullaley. A profissional foi demitida em 29 de maio de 2026 pelo Distrito Escolar Comunitário de Clinton, após uma análise detalhada sobre a violação das normas éticas da instituição de ensino que ela integrava.
Conforme informações divulgadas pelo portal Banda B, a situação foi analisada pelo juiz de direito administrativo Duane Golden, que concluiu que os estudantes do ensino médio se sentiram pressionados a realizar as doações para garantir uma melhor pontuação na disciplina de Inglês.
Para viabilizar o projeto, a professora criou uma vaquinha virtual na plataforma GoFundMe. A meta estipulada era de 1.800 dólares, o que equivale a aproximadamente R$ 9,3 mil. No entanto, a iniciativa não obteve o sucesso esperado e acabou sendo encerrada com valores muito abaixo do planejado.
Ao todo, foram arrecadados cerca de R$ 725, provenientes de apenas seis doações individuais. Os valores das contribuições variaram entre R$ 10 e R$ 240. Após o desdobramento do caso e a repercussão negativa, a página da campanha foi retirada do ar.
Em sua defesa nas redes sociais, a professora justificou que a viagem ao Equador tinha propósitos humanitários. Ela afirmou que ela e o marido haviam sido convidados para integrar um grupo de missão médica durante o verão, visando auxiliar comunidades carentes de assistência básica.
Além do pedido de dinheiro, Mullaley solicitou que amigos e familiares mantivessem o casal em suas orações, descrevendo a oportunidade como um chamado religioso. Contudo, o material publicado não detalhava quais seriam as atividades práticas ou o tipo de assistência médica que seria prestada no país sul-americano.
A pressão exercida sobre os jovens para financiar uma viagem particular da educadora foi o fator decisivo para que o distrito escolar aplicasse a penalidade máxima. O caso serve como um exemplo claro das consequências de descumprir políticas de conduta profissional dentro das instituições de ensino.
Por que a professora foi demitida?
Ela foi demitida por oferecer pontos extras na disciplina de Inglês para alunos que doassem dinheiro para uma viagem pessoal ao Equador, violando as regras de ética do distrito escolar.
Quanto dinheiro a professora conseguiu arrecadar?
A campanha, que tinha meta de cerca de R$ 9,3 mil, arrecadou apenas cerca de R$ 725 em seis doações antes de ser retirada do ar.
Os alunos foram obrigados a doar?
Segundo a decisão do juiz Duane Golden, os estudantes se sentiram pressionados a contribuir, o que configurou uma conduta inadequada na relação entre professora e alunos.
O que a professora alegou sobre a viagem?
Ela afirmou em suas redes sociais que a viagem seria uma missão médica para ajudar comunidades carentes no Equador, além de ser um chamado religioso.
Qual foi a conclusão da análise judicial sobre o caso?
O juiz concluiu que a prática da professora ultrapassou os limites esperados na relação escolar, configurando uma violação direta da política de ética da instituição.