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A liquidação do Ueno Bank, uma das principais instituições financeiras do Paraguai, gerou apreensão entre aproximadamente 3 milhões de clientes. Segundo informações da Banda B, a intervenção do Banco Central do Paraguai ocorreu após a identificação de que o banco concedeu empréstimos acima de sua capacidade financeira, comprometendo seu índice de solvência.
A crise foi motivada por operações de alto risco envolvendo empréstimos a empresas ligadas ao Grupo Vázquez, controlador da instituição. Com a incapacidade de honrar os compromissos, o Banco Central assumiu o controle do banco, resultando no bloqueio temporário das contas de cerca de metade da população Paraguai.
O Ministério Público do Paraguai solicitou a prisão de oito pessoas envolvidas na gestão, incluindo o presidente da instituição, Juan Manuel Gustale.
A curitibana Sophia Assunção, de 22 anos, que reside em Encarnación, relatou à Banda B o impacto imediato da notícia. Embora tenha enfrentado o bloqueio inicial de sua conta, a brasileira confirmou que conseguiu recuperar seus recursos já na quinta-feira (5), após uma rápida articulação entre o Banco Central e outras instituições financeiras privadas.
O professor Junior Ivan Bourscheid, da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), apontou que a digitalização e a facilidade de uso do Ueno Bank atraíram muitos brasileiros que vivem no Paraguai ou na região de fronteira, como Foz do Iguaçu. Contudo, o especialista avalia que o episódio não deve gerar impactos profundos nas relações comerciais históricas entre Brasil e Paraguai.
Fonte: Banda B.