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A mística do número remetia as arquibancadas a um passado vitorioso, e o garoto passou a ter o nome cantado em quase todos os jogos. A cada entrada em campo, a torcida se inflamava na expectativa de ver dribles desconcertantes em sequência e as famosas pedaladas eternizadas na memória santista por seu genitor.
O planejamento, contudo, foi frustrado e começou a ruir no mês seguinte com a demissão de Cléber Xavier. A partir dali, a diretriz do processo de formação foi abandonada.
Desde a promoção, Robinho Jr. retornou ao sub-20 para disputar apenas uma partida e, com o Peixe afundado na luta contra o rebaixamento no Brasileirão do ano passado, acabou utilizado pelo técnico Juan Pablo Vojvoda em 12 dos 18 jogos restantes da competição.
Nos bastidores alvinegros, há a consciência de que não havia condições nem tempo hábil para lapidar o garoto — justamente diante do sufoco do fantasma do rebaixamento. A urgência era pontuar a qualquer custo.
Em 2026, os números do atacante são tímidos: apenas 12 partidas oficiais disputadas, nenhuma como titular, somando somente 187 minutos em campo. Em maio, aliás, o jovem virou notícia ao se envolver em um desentendimento com Neymar durante um treino no CT Rei Pelé.
Fonte do Artigo
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