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Megumi Midorikawa, de 24 anos, comprou ingresso para o Rock in Rio motivada pela presença do grupo de k-pop Stray Kids — a estreia do gênero no festival — e documentou a compra em vídeo que teve mais de 100 mil visualizações no TikTok. A reportagem usada nesta matéria é da Agência Estadão, Publicado no CGN.
O caso ilustra uma mudança de comportamento atribuída à Geração Z: disposição a arcar com custos maiores para assistir a eventos ao vivo e forte mobilização de fandoms, fator que produtores e curadores vêm levando em conta na montagem de Line-up.
segundo CGN da Agência Estadão, a conexão afetiva entre fãs e artistas explica parte da disposição a gastar. A diretora do Mapa dos Festivais, Juli Baldi, afirma que a Geração Z "enxerga os shows e festivais como um investimento em lazer, como uma forma de pertencer a um grupo, socializar com amigos e novas pessoas, e viver num espaço livre para se expressar."
Dados citados pela publicação mostram que, nos Estados Unidos, a Luminate registrou gasto médio mensal com shows e festivais de US$ 101 para a Geração Z no primeiro trimestre de 2026, contra US$ 94 dos Millennials — valores que a reportagem converte para cerca de R$ 518 e cerca de R$ 482, respectivamente, “na cotação atual”.
No Brasil, a tendência apontada pela Luminate ainda não se replicou integralmente: estudo da plataforma Mapa dos Festivais, em parceria com a Walk The Talk (levantamento feito em 2024 e divulgado em 2025), mostrou que a faixa dos 25 aos 34 anos gasta mais nos festivais (R$ 433,69) do que a Geração Z (R$ 388,22).
A matéria exemplifica os efeitos práticos do aumento de demanda: Meg relatou aumento abrupto nos custos de viagem e hospedagem — passagem de R$ 300 para R$ 900 e Airbnb de R$ 200 para R$ 1.000 — o que a fez optar por viajar em caravana para acompanhar o show.
Produtora Fabiana Lian interpretou a presença do Stray Kids no Rock in Rio como um sinal de que o festival “está olhando para essa geração”. Ainda assim, especialistas ouvidos pela reportagem ponderam que viralidade em plataformas como TikTok não substituirá totalmente a curadoria humana.
O cantor e produtor Chinaina afirmou que, embora os algoritmos causem furor inicial, "pessoas que gostam de música e estão mais antenadas sempre vão preferir festivais e playlists que tenham curadoria humana". Juli Baldi e Fabiana Lian também ressaltaram a importância de investimentos em festivais menores para revelar novos nomes e manter diversidade nos Line-up.
A reportagem ressalta ainda uma trajetória de aumento de preços: segundo cálculo do Acervo Estadão citado pela matéria, o ingresso do Rock in Rio de 1985, para o show do Queen, equivaleria hoje a R$ 174 segundo o método do Acervo, enquanto a entrada para apresentações atuais como a de Elton John chega a R$ 870 na comparação feita pelo Estadão. A retomada de preços após 2011 também foi mencionada, quando o valor médio citado para participar do festival naquele ano ficou em R$ 316,67.