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TRE-RJ barra 15 candidaturas por suspeitas de elos com organizações criminosas e milícias no estado

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro indeferiu 15 candidaturas nas eleições deste ano devido a suspeitas de ligações com organizações criminosas e milícias.

A decisão da Justiça Eleitoral fluminense visa impedir que indivíduos com histórico ou indícios de envolvimento com grupos paramilitares e o crime organizado ocupem cargos públicos. A medida reflete o compromisso da Corte com a integridade do processo democrático.

De acordo com informação divulgada pela Empresa Brasil de Comunicação, o rigor do tribunal busca bloquear a influência de organizações criminosas nas estruturas de poder do estado. O órgão aponta que a atuação contra essas redes é uma prioridade para evitar que o crime se infiltre na política.

A seguir, entenda como se distribuem os indeferimentos e quais foram os critérios utilizados pelo tribunal para barrar os registros dos candidatos envolvidos nas suspeitas apontadas pelo TRE-RJ.

Distribuição das candidaturas barradas

Os dados do tribunal revelam que a maioria das candidaturas indeferidas refere-se ao cargo de deputado estadual, totalizando 11 postulantes. Além disso, foram barrados três candidatos a deputado federal e um suplente de senador.

Oito desses registros foram cancelados apenas na sessão realizada na última segunda-feira, dia 14 de setembro. O tribunal mantém uma postura de fiscalização constante sobre o histórico dos políticos que buscam representar a população fluminense.

A tese da milícia de gravata

Um dos pontos centrais nos julgamentos foi a aplicação da tese jurídica conhecida como milícia de gravata. Esse conceito abrange organizações criminosas voltadas especificamente para a prática de crimes contra a administração pública.

Cinco candidatos tiveram seus registros indeferidos sob essa fundamentação jurídica. Os demais casos estão relacionados à suspeita de envolvimento direto com milícias, grupos paramilitares que exercem controle armado sobre diversas comunidades no Rio de Janeiro.

Histórico de decisões e posição da presidência

Além das decisões mais recentes, outros sete candidatos já haviam tido seus registros negados em julgamentos anteriores pelo mesmo motivo. O tribunal reforça que a medida não é pontual, mas uma continuidade de seu trabalho de depuração eleitoral.

O presidente do TRE-RJ, o desembargador Claudio de Mello Tavares, afirmou em nota que não existe tolerância por parte da Corte com a atuação do tráfico de drogas e das milícias. Segundo o magistrado, o rigor é essencial para proteger a democracia e evitar que criminosos se apossem de cargos públicos.

FAQ

Quantos candidatos tiveram o registro indeferido pelo TRE-RJ?
Ao todo, 15 registros de candidatura tiveram seus registros indeferidos pelo tribunal por indícios de vínculos com o crime organizado.

Quais cargos eram disputados pelos candidatos barrados?
A maioria, 11 candidatos, buscava uma vaga como deputado estadual. Também foram barrados três postulantes a deputado federal e um a suplente de senador.

O que é a tese de milícia de gravata?
É um conceito jurídico utilizado para identificar organizações criminosas que atuam na prática de crimes contra a administração pública.

Por que o TRE-RJ tomou essa decisão?
O tribunal agiu para impedir que organizações criminosas, como milícias e o tráfico, utilizem a via eleitoral para se infiltrar nas estruturas de poder do estado.

Houve indeferimentos em datas anteriores?
Sim, outros sete candidatos já haviam sido impedidos de concorrer em julgamentos realizados antes da sessão da última segunda-feira.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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