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O President Donald Trump anunciou na sexta‑feira, por meio de uma publicação no Truth Social, que está "imediatamente" banindo a CNN, a MS NOW e a Politico da Casa Branca, afirmando que esses veículos "constantly write or report fiction or lies" sobre sua administração, sem apresentar exemplos, segundo BBC.
O anúncio não detalhou como a proibição seria aplicada e a BBC observou que não ficou claro se jornalistas desses veículos seriam impedidos de entrar nos terrenos da Casa Branca. Reportagens apontaram que Reporters da Politico e da CNN ainda estavam nas dependências da Casa Branca pouco depois do comunicado; uma equipe da CNN também acompanhava o vice‑President JD Vance em um evento em Iowa.
A CNN classificou a possibilidade de banimento como um “ataque ilegal” às liberdades de imprensa e disse que “apoia totalmente” sua equipe na cobertura da Casa Branca, conforme noticiou a BBC. A Politico afirmou que continuará a reportar de forma justa sobre a administração e que defenderá vigorosamente os direitos garantidos pela Primeira Emenda.
MS NOW, anteriormente MSNBC, preferiu não comentar, segundo a BBC. A President da White House Correspondents' Association, Jacqui Heinrich (que trabalha para a Fox News), declarou que a associação se coloca em defesa dos colegas "que estão sendo alvos por fazerem seu trabalho" e que a questão também atinge o direito do público American a receber informações independentes sobre o governo.
Grupos que oferecem suporte legal e defesa da liberdade de imprensa criticaram o anúncio. O Knight First Amendment Institute afirmou que muitos tribunais já decidiram contra medidas semelhantes e que excluir jornalistas do pool da Casa Branca por ponto de vista seria inconstitucional, nas palavras de seu diretor executivo, Jameel Jaffer, citados pela BBC.
O Reporters Committee for Freedom of the Press chamou a iniciativa de "claramente inconstitucional" e disse esperar que a medida seja derrubada rapidamente pelos tribunais; a Freedom of the Press Foundation também qualificou a ação como ilegal e criticou a postura do President.
A BBC recordou que, desde a volta de Trump ao cargo em janeiro de 2025, a relação com a imprensa tem sido tensa, com mudanças como a tentativa de colocar blogueiros e influenciadores conservadores na sala de imprensa e a decisão, em fevereiro, de transferir o controle do press pool da White House Correspondents’ Association para a própria Casa Branca.
No mesmo mês, a administração barrou Reporters e fotógrafos da Associated Press de espaços com acesso restrito (como o Oval Office e o Air Force One) por divergência no uso do termo geográfico, e a AP entrou com uma ação judicial que segue em andamento, conforme relata a BBC. A reportagem também lembra que, no primeiro mandato de Trump, a credencial do Reporters da CNN Jim Acosta chegou a ser revogada e depois restituída após ação judicial da emissora.
O President disse a Reporters no Salão Oval que a medida é "muito simples" e ligou o anúncio ao acúmulo de reportagens que, segundo ele, ocorreram nos últimos anos. Questionado sobre uma possível lista adicional de veículos, mencionou que jornais como The New York Times e The Washington Post seriam "fake news", sem nomeá‑los na publicação original. Trump reconheceu que a decisão pode enfrentar desafios legais: "I think it's good to point it out, whether it survives or doesn't", disse, segundo a BBC.