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A presa do corredor da morte do Tennessee Christa Pike, de 50 anos, estava inconsciente, intubada e em ventilador na noite de quinta-feira, após uma tentativa de execução por injeção letal que não a matou, informaram seus advogados em petições ao tribunal.
Segundo os documentos citados pela BBC, Pike recebeu duas doses de pentobarbital na quarta-feira, mas permaneceu viva e foi levada de ambulância a um hospital da região de Nashville, onde segue em condição crítica.
Em uma petição de emergência, os advogados de Pike solicitaram a preservação de “qualquer e toda evidência” relacionada à execução. Eles afirmam que equipes hospitalares trabalham para salvar a vida da detenta e eliminar o medicamento do organismo.
Os advogados alegam também que as equipes penitenciárias tentaram inserir linhas intravenosas usando ao menos sete agulhas. Em determinado momento, segundo a petição, Pike chegou a indicar locais onde os profissionais poderiam tentar; uma das agulhas teria sido removida com um ângulo de 90 graus.
Ainda conforme os advogados, durante a administração das duas doses ela foi ouvida chorando, gemendo e respirando com dificuldade.
Zivot mencionou ainda a possibilidade de degradação do fármaco devido a falhas na fabricação ou armazenamento, como uma explicação alternativa, mas isso é apresentado como hipótese.
As autoridades não informaram se haverá nova tentativa de executar Pike. Nos dias que antecederam a ação, a Supreme Corte dos EUA negou duas tentativas de impedir a injeção letal e o governador havia negado o pedido de clemência; Pike é a única mulher no corredor da morte do estado.
Pike foi condenada à morte em 1996 pelo assassinato de Colleen Slemmer, ocorrido em 1995. Na época do crime, Pike tinha 18 anos; seu então namorado e co-réu, Tadaryl Shipp, tinha 17 e recebeu pena de prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional.
Os detalhes acima foram reportados pela BBC, com base em documentos apresentados pelos advogados e declarações oficiais citadas na reportagem.