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Autoridades finlandesas exigiram a interrupção de trabalhos preparatórios em dois dos sites planejados para data centers do Google, após constatarem a limpeza de mais de 300 hectares de floresta. A decisão foi anunciada pela Agência Supervisory Finlandesa (LVV).
A medida atinge os locais em Muhos e Kajaani e determina a suspensão, até 23 de outubro, de ações que possam “alterar significativamente o meio ambiente”; a empresa responsável pelos projetos, Tuike Finland, foi convocada a apresentar explicações e detalhar como pretende prosseguir até 14 de outubro, segundo a LVV.
De acordo com Tommi Muilu, chefe de meio ambiente da LVV, os trabalhos preparatórios incluíram a remoção de árvores e do solo superficial, a construção de estradas de acesso e áreas de armazenamento, além de alterações em valas. A agência afirmou que parte das obras foi realizada sem a avaliação de impacto ambiental obrigatória.
Em nota ao veículo consultado, o Google afirmou: “We understand the concerns and have fallen short of our own high standards in this instance.” A empresa disse ter atuado “de boa-fé ao abrigo da Forestry Act”, ter feito levantamentos de natureza e adotado medidas para proteger áreas de alto valor ambiental, além de planejar reflorestamento em 130 hectares em Muhos.
Hanna Halmeenpaa, presidente da Finnish Association for Nature Conservation, afirmou previamente à AFP que “sítios naturais que deveriam ser preservados” foram derrubados, e o grupo já havia pedido a suspensão das obras enquanto requisitos ambientais eram verificados.
Os dois locais fazem parte do investimento recorde anunciado pelo Google no país — pelo menos €13bn (£11bn; $15bn) previstos para 2027 e 2028 — que inclui novos data centers em Kajaani, Muhos e Vaala e ampliação na unidade de Hamina. Segundo a empresa, a fase de construção em 2027 e 2028 suportaria mais de 37.000 empregos e contribuiria, em média, com €3,6bn por ano para a economia finlandesa.
Como parte dos planos, o Google também assinou um acordo de compra de energia com a Fortum que cobre até metade da capacidade da usina nuclear de Loviisa; a Fortum disse que o acordo ajudaria a apoiar a operação da usina até 2050.
Se a Tuike Finland não cumprir a exigência de prestar esclarecimentos, a LVV indicou que poderá iniciar procedimentos de execução.