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Na última segunda-feira, dia 7 de setembro de 2026, movimentos sociais de diversas partes do Brasil realizaram a 32ª edição do Grito dos Excluídos. O evento, que busca dar visibilidade às demandas das populações mais vulneráveis, contou com marchas e atos em mais de 50 cidades, abrangendo todas as regiões do país.
As pautas centrais incluíram a reivindicação por moradia digna, reforma agrária, educação pública de qualidade e a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).
Conforme informação divulgada pela Empresa Brasil de Comunicação, o movimento também focou no enfrentamento ao feminicídio, ao racismo e à LGBTfobia, além de protestar contra a atual escala de trabalho 6×1 que afeta milhões de trabalhadores brasileiros.
Na capital paulista, o ato percorreu as ruas do centro e foi finalizado com uma missa na Catedral da Sé, voltada à população em situação de rua. Ativistas presentes destacaram que a liberdade plena da sociedade brasileira ainda depende da superação da exclusão social extrema.
Durante a manifestação, Deuza Cordeiro de Lima denunciou a violência policial, relatando o assassinato de seu filho, Thiago, ocorrido em 2023. Ela afirmou que continua na luta por justiça, já que os responsáveis pelo crime permanecem em liberdade, reforçando a urgência do debate sobre segurança pública.
No Rio de Janeiro, o Grito dos Excluídos contou com a participação da Escola de Teatro Popular. O grupo utilizou esquetes teatrais durante a marcha para discutir a soberania nacional e a importância da participação democrática para além do período das eleições.
Ricardo Pitta, coordenador do Movimento Quilombos Urbanos, criticou o uso de imóveis públicos para a especulação imobiliária em vez de cumprirem sua função social. Segundo o organizador, a mobilização popular é o único caminho para que os invisibilizados consigam reverter as injustiças que enfrentam diariamente.
Em Brasília, o foco do protesto foi a crise ecológica e a justiça social. Integrantes do Núcleo de Ecologia Integral apresentaram uma carta de compromisso aos candidatos das eleições deste ano, exigindo políticas estruturadas para a proteção dos recursos hídricos e das bacias hidrográficas.
A professora universitária Altaci Kokama ressaltou que o Grito dos Excluídos se consolidou como um espaço fundamental de voz para aqueles que não possuem condições básicas de vida. Ela pontuou que, apesar da vontade de participação, a falta de estrutura financeira, como transporte e alimentação, ainda é um desafio para a mobilização dessas comunidades.
Qual o objetivo principal do Grito dos Excluídos? O objetivo é dar visibilidade às demandas de movimentos sociais, defendendo moradia, reforma agrária, direitos humanos e o combate a diversas formas de violência e preconceito.
Quantas cidades participaram da 32ª edição? Segundo os organizadores, houve marchas e atos em mais de 50 cidades espalhadas por todas as regiões do Brasil.
Quais são as pautas trabalhistas do movimento? Os manifestantes reivindicaram, entre outros pontos, o fim da escala de trabalho 6×1, que ainda aguarda votação no Senado.
Como o teatro foi utilizado no Rio de Janeiro? O grupo Escola de Teatro Popular utilizou a metodologia do teatro político para encenar questões sobre democracia e soberania nacional durante a marcha.
O que é a carta de compromisso apresentada em Brasília? É um documento focado em ecologia integral que propõe políticas de proteção ambiental e justiça social, entregue para comprometer candidatos ao Executivo e Legislativo.