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Nesta segunda-feira (27), o Grupo Dallas se manifestou sobre a aeronave que passou por uma abordagem na Bolívia. O avião pertence ao empresário de Mato Grosso do Sul Valdir Zorzo, o qual alega que só soube do caso por meio da imprensa.
Conforme a nota divulgada pela empresa, a aeronave PS-ZRZ é para uso próprio e não opera serviços comerciais. “Seu proprietário não estava a bordo e não autorizou qualquer prática em desacordo com as leis vigentes”, diz.
Além disso, o grupo reforça que não houve apreensão da aeronave, que passou por uma abordagem e ficou retida até o encerramento da ocorrência. “A aeronave encontra-se em território brasileiro e não está sujeita a qualquer medida de apreensão.”
Por fim, a Dallas afirma que Zorzo soube do caso pela imprensa e determinou apuração interna imediata, “com preservação integral dos registros e colaboração com as autoridades competentes, no Brasil e no exterior”.
O avião que pertence a Valdir Zorzo, empresário de Mato Grosso do Sul, ficou sob restrição das autoridades policiais da Bolívia, na quarta-feira (22), após operação frustrar tentativa de transporte aéreo de uma carga de ouro ilegal que totalizou 189 kg. A carga foi apreendida no aeroporto Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra. Segundo as autoridades, o ouro ilegal foi avaliado em US$ 25 milhões e seria transportado para Dubai, nos Emirados Árabes.
O caso virou escândalo nacional de larga repercussão em razão do suposto envolvimento de servidores públicos, que teriam atuado para facilitar o contrabando do material.
Um jovem de 22 anos, identificado como Ádrian Lema Roca, foi apontado como responsável pela carga. Ele passou por audiência de custódia e teve prisão preventiva por 150 dias decretada. Ele foi encaminhado para Palmasola, maior complexo penitenciário da Bolívia, com mais de 8,6 mil encarcerados.
Conforme informações da emissora DTV, o documento de autorização para viagem identificou a aeronave PS-ZRZ como meio de transporte da carga. O avião pertence ao dono das indústrias Dallas Alimentos, cuja sede fica localizada em Nova Alvorada do Sul.
O documento detalha que a aeronave ingressou na Bolívia no dia 21 de julho após sair de Campo Grande, com parada em Corumbá. O formulário descreve que o piloto responsável pelo voo era Jim Clark D’Angelo Macedo, que no LinkedIn se apresenta como comandante na empresa de Zorzo.
O Jornal Midiamax tentou contato com Jim Clark, mas não foi atendido.
Voo com avião de empresário de MS foi fretado por empresa boliviana
As autoridades bolivianas informaram que o rapaz de 22 anos tentava deixar o país a bordo do voo fretado. Ele transportava 4 malas carregadas com ouro.
Além dele, outros cinco foram detidos e liberados. Conforme o portal Vision 360, três são funcionários públicos: o chefe da Alfândega, o chefe da Senarecom (Serviço Nacional de Registro e Controle da Comercialização de Minerais e Metais) e o responsável pelo processamento de voos fretados do Aeroporto de Viru Viru.
Outros dois detidos seriam primo e amigo de Ádrian. Eles foram liberados após prestarem esclarecimentos iniciais e agora estão à disposição da Justiça.
A descoberta aconteceu após a segurança do Aeroporto de Viru Viru identificar que o documento de autorização de exportação apresentado pelo suspeito era falso.
O caso está sendo investigado pela promotoria anticorrupção do Ministério Público. Segundo o promotor Gomer Padilla, ficaram confirmadas as evidências de crimes de contrabando, compra e venda ilegal de recursos minerais e enriquecimento ilícito em prejuízo do Estado.
À emissora boliviana Unitel, o diretor da Força Nacional de Combate ao Crime, Marcelo Boris Sánchez Mercado, informou que uma empresa localizada em La Paz está na mira da investigação sobre a propriedade do ouro.
Trata-se da Emporio Dorado Sociedad de Responsabilidad Limitada (SRL), registrada em nome de dois estudantes bolivianos. Informações divulgadas pelo portal Vision 360 afirmam que a empresa realizou duas operações de comércio de ouro para compradora identificada como Asian Gold LCC, localizada em Dubai.
As autoridades suspeitam que a empresa seja usada como negócio de fachada para o esquema de contrabando de ouro.
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