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Em cerimônias de lembrança realizadas nesta terceira efeméride do ataque de 7 de outubro de 2023, moradores e familiares de vítimas renovaram pedidos por responsabilização e por uma investigação estatal independente sobre as falhas de segurança que permitiram a ofensiva contra comunidades do sul de Israel.
Reportagem de Lucy Williamson para a BBC, com material da Reuters, registra que, em Kfar Aza — comunidade gravemente atingida — centenas de pessoas exigiram respostas sobre o que foi comunicado às autoridades antes do ataque e sobre decisões tomadas na cadeia de comando.
Benjamin Netanyahu, primeiro‑ministro na época do ataque e candidato à reeleição ainda este mês, rejeita responsabilidade pessoal. A matéria relata que ele apontou falhas dos seus chefes de segurança por supostamente não o acordarem nas horas que antecederam o ataque, por receio de que ele ordenasse uma mobilização ampla.
Relatos publicados na imprensa — citados na reportagem — afirmam que o líder dos Emirados Árabes Unidos teria alertado Netanyahu dez dias antes do ataque; o jornal Haaretz publicou excertos de um livro que traz essa alegação. O gabinete de Netanyahu classificou a reportagem como “uma mentira absoluta” e anunciou que processaria o jornal, conforme a cobertura.
O episódio e a ausência de uma investigação estatal transformaram‑se em tema central da campanha eleitoral. O artigo cita apoio de líderes da oposição às demandas por comissão de inquérito e menção a iniciativas de campanha que exploram a controvérsia, como um jogo virtual lançado pela equipe de um dos adversários políticos.
Após o ataque, o então chefe do Estado‑Maior das Forces de Defesa de Israel, Herzi Halevi, pediu desculpas publicamente pelo fracasso em proteger civis e renunciou ao cargo. Diversos comandantes militares foram demitidos e o chefe do serviço de inteligência doméstica deixou a posição. A reportagem também cita a renúncia do porta‑voz internacional do Exército, coronel Richard Hecht, seis meses depois, que criticou a recusa de líderes políticos em aceitar responsabilidade.
As informações e as opiniões mencionadas neste texto são da reportagem de Lucy Williamson para a BBC, com base em material da Reuters, publicada em 7 de outubro de 2026.