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Leandro Hassum estreia como apresentador do reality Casa do Patrão na segunda-feira da semana que vem (27), mas já sente que a função trará alguns desafios nunca vividos em décadas de carreira. Acostumado a interpretar um personagem diante do público, o comediante agora precisará ser ele mesmo na frente das câmeras da Record.
“Apesar de a gente estar fazendo a gente mesmo, é muito mais difícil para um ator representar ele mesmo. É mais difícil quando você não cria uma persona, uma persona artística”, falou Hassum em entrevista a Camila Busnello exibida no Domingo Espetacular.
“Obviamente, você não é a pessoa que as pessoas cobram de você. O que as pessoas cobram de mim é que eu seja engraçado 24 horas por dia. Eu não sou um cara que fica [fazendo palhaçada] o dia inteiro na minha casa, se não, você não cria um filho, você não tem um casamento”, admitiu o comediante.
“Eu costumo partir desse princípio: a partir do momento em que as câmeras estão ligadas, que a gente está aqui falando, conversando, sabendo que tem um público do outro lado, eu tenho que me comunicar e trazer uma persona. Isso mesmo eu sendo o Leandro Hassum”, justificou o agora apresentador.
Ele, que admitiu ser um fã de realities, contou que já está se divertindo com o desafio antes mesmo de estrear. “Muito! Eu estou fazendo uma coisa muito doida em casa: eu boto fotos de pessoas aleatórias e começo a apresentar o meu programa pra mim mesmo. Era assim que eu fazia desde que eu comecei a fazer teatro, que eu decidi que seria ator na minha vida, eu fazia as peças para mim, eu ensaiava comigo mesmo”, lembrou o artista.
“Acho que hoje em dia está faltando no mundo, e eu acho que muitas vezes também dentro do reality show, como fã, como espectador e tudo mais, as pessoas se escutarem. Não só quem está assistindo de casa. E é isso que a gente quer trazer na Casa do Patrão, que as pessoas se enxerguem dentro do programa”, adiantou o comunicador.
“Você que vai estar assistindo de casa, você vai se enxergar ali dentro. Quando a gente está em casa, é muito mais fácil olhar o jogo de fora e ser técnico de futebol do que quando a gente está em campo. Eu quero que o pessoal se sinta meu amigo e confidente”, prometeu Hassum.
Participantes anônimos enfrentarão desafios estratégicos e convivência intensa ao longo do confinamento não apenas em um, mas em três espaços principais, cada um com funções específicas dentro da dinâmica do jogo: Casa do Patrão, Casa do Trampo e Casa da Convivência.
A Casa do Patrão é o ambiente mais completo e cobiçado do reality. Ocupada semanalmente pelo participante que assumir o posto de Patrão, a área irá concentrar os privilégios do jogo e poderá ser usada também por quem ele escolher como seus aliados. É ali que serão definidas estratégias, tomadas decisões e anunciadas determinações que impactarão diretamente a rotina dos demais competidores.
Os participantes que não tiverem acesso às mordomias do Patrão ocuparão a Casa do Trampo. Nesse espaço, ficarão os responsáveis pelas tarefas diárias, submetidos a regras mais rígidas e a pressões constantes, exigindo organização, resistência e inteligência emocional. É a casa que representa os maiores desafios da convivência, onde os competidores precisarão demonstrar capacidade de adaptação e resiliência.
Área neutra e de circulação obrigatória entre todos, a Casa da Convivência será palco das trocas e das rotinas do dia a dia, mas também de interações estratégicas, conversas, encontros decisivos e votações. É neste ambiente que as alianças se consolidam ou se desfazem e onde o jogo se revela de maneira mais transparente ao público.
A cada ciclo, o Patrão definirá ações que afetam diretamente os moradores das demais casas. As reações dos participantes a essas decisões irão moldar a disputa, enquanto o público terá papel central ao decidir quem permanece no jogo. Embora o poder do Patrão seja temporário, suas escolhas deixam efeitos duradouros na convivência e no rumo da competição.