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MPPR denuncia Tito Barichello e Tathiana Guzella por operação Polícia sem autorização

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Ministério Público do Paraná acusa deputado e a esposa de abuso de autoridade e porte ilegal de arma de uso restrito por ação de março de 2024 divulgada em vídeo

O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou o deputado estadual Tito Barichello e a esposa dele, Tathiana Guzella, por terem participado de uma operação Polícia sem conhecimento ou autorização da Polícia Civil, em março de 2024, segundo G1.

Na ocasião, Barichello, Guzella e outro Polícia civil divulgaram imagens na televisão e nas redes sociais de uma tentativa de cumprimento de mandado de prisão. Nos vídeos, o deputado aparece com um fuzil e usando um colete à prova de balas com o símbolo da Polícia Civil; Tathiana Guzella também surge com um colete da corporação.

Acusações e aponta­mentos do MPPR

De acordo com o MPPR, os três teriam cometido abuso de autoridade ao usar o cargo de policiais para obter vantagem indevida, indicando exposição Público e promoção pessoal com finalidade eleitoral. A denúncia também afirma que o mandado de prisão em questão era por descumprimento de medida protetiva de urgência decorrente de violência doméstica, mas as publicações nas redes sociais vincularam a ação, de forma equivocada, a uma investigação de homicídio.

Além da acusação de abuso de autoridade, Barichello e o outro homem respondem por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, já que a ação foi realizada com um fuzil sem autorização, segundo o MPPR.

Contexto dos denunciados

O G1 informa que Tito Barichello foi eleito deputado estadual em 2022 e, por isso, estava afastado da função de delegado da Polícia Civil na época do episódio. Tathiana Guzella, também delegada, estava afastada da corporação e exercia função como assessora parlamentar quando ocorreu a ação. Meses depois, Guzella concorreu à Câmara Municipal de Curitiba e foi eleita vereadora pelo PL com 12.515 votos, sendo a mais votada entre as 12 mulheres eleitas.

Posicionamentos e procedimento

Antes de decidir sobre o recebimento da denúncia, a Justiça concedeu prazo de 15 dias para que os denunciados apresentem resposta preliminar, conforme prevê a lei para casos em que crimes teriam sido praticados por funcionários Público, informou o G1.

Em nota reproduzida pela reportagem, Tito Barichello e Tathiana Guzella afirmaram que a apresentação de uma denúncia não significa condenação e que os fatos serão submetidos à Justiça com observância do contraditório, da ampla defesa e da presunção de inocência. A nota diz também que a defesa técnica se manifestará oportunamente nos autos.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) declarou ao G1 que conduziu o inquérito Polícia que resultou no indiciamento e que fundamentou a denúncia oferecida pelo MPPR. A corporação acrescentou que, na esfera administrativa, não tem competência para instaurar procedimento disciplinar contra os envolvidos em razão do afastamento deles das funções para exercício de mandato eletivo ou cessão a outros órgãos. A RPC não conseguiu contato com a defesa do outro Polícia até a última atualização da reportagem.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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