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Conforme informação divulgada pelo portal Banda B, a descoberta ocorreu nesta quinta-feira (24), depois que o homem que vivia com a vítima na época do desaparecimento indicou às autoridades o local exato onde os restos mortais teriam sido ocultados.
Fernanda da Costa Gouvea estava desaparecida desde 2018, período em que residia em uma área rural de Cerro Azul. O caso, que intrigou a polícia e a comunidade local por quase uma década, agora caminha para uma conclusão definitiva com o trabalho da perícia.
A investigação, conduzida pelo delegado Gabriel Girardi, titular da Delegacia de Cerro Azul, reúne elementos que apontam para a ocorrência de homicídio qualificado seguido de ocultação de cadáver, em um cenário marcado por um histórico de extrema violência doméstica.
As apurações da Polícia Civil revelaram que o cotidiano da família era cercado por ameaças e um ambiente de medo constante. Segundo as investigações, pouco tempo antes de desaparecer, Fernanda teria sido agredida pelo suspeito durante uma briga dentro de casa.
Um dos relatos mais impactantes do caso indica que uma das crianças da família teria sido obrigada pelo agressor a limpar o sangue da própria mãe que havia ficado espalhado pelo imóvel, evidenciando a crueldade que envolvia o ambiente familiar na época.
Após o desaparecimento, a polícia descobriu que o homem, que se apresentava como Anderson ou Everton, utilizava uma identidade falsa. Na realidade, ele já era um foragido da Justiça com condenação anterior por um homicídio cometido em 2010, na cidade de Guaratuba.
Naquele crime anterior, a vítima foi encontrada amarrada e com diversas perfurações de faca. O homem admitiu, em interrogatório, ter golpeado a vítima com uma faca e um tijolo, demonstrando um padrão de comportamento violento que culminou no caso de Fernanda.
O suspeito foi recapturado pelo Departamento de Polícia Penal após tentar fugir durante o cumprimento de um novo mandado de prisão. Embora não tenha confessado diretamente a morte de Fernanda, ele decidiu colaborar indicando o local da ossada.
O delegado Gabriel Girardi destacou a frieza do investigado durante o procedimento. Segundo o delegado, foi espantoso observar como o homem tratou o caso de uma mulher desaparecida há oito anos, ignorando o sofrimento de uma família que aguardava respostas.
Atualmente, a Polícia Científica do Paraná trabalha na análise do material encontrado para confirmar a identidade da ossada e esclarecer as circunstâncias exatas da morte. A perícia também deve realizar a análise de outros vestígios coletados no local.
A Polícia Civil segue reunindo as provas acumuladas ao longo desses oito anos para consolidar o inquérito. O objetivo final das autoridades é esclarecer toda a dinâmica do crime e garantir que os responsáveis sejam devidamente processados.
Por quanto tempo Fernanda da Costa Gouvea ficou desaparecida?
Fernanda estava desaparecida desde o ano de 2018, totalizando oito anos de incerteza até a localização de seus restos mortais em 2026.
Como a polícia chegou até o local da ossada?
A localização foi possível após o principal suspeito, que já estava preso por outros crimes, indicar o ponto onde os restos mortais haviam sido ocultados durante a investigação conduzida em Cerro Azul.
O suspeito confessou o crime?
O homem não confessou o homicídio de Fernanda, mas colaborou com as autoridades ao apontar o local onde o corpo foi deixado, mantendo, segundo a polícia, uma postura de frieza diante do caso.
O suspeito tinha antecedentes criminais?
Sim. Ele utilizava um nome falso, mas foi identificado como um foragido da Justiça condenado por um homicídio cometido em Guaratuba no ano de 2010.
O que acontece agora com a investigação?A Polícia Científica realiza exames para a confirmação da identidade e análise de vestígios, enquanto a Polícia Civil prossegue com a análise das provas acumuladas para o fechamento do inquérito Polícia.