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O estado do Paraná busca acompanhar as tendências no mercado de pagamentos e passou a aceitar criptomoedas para quitação de dívidas públicas. São José dos Pinhais foi o primeiro município a permitir o uso das moedas digitais para esse fim. Além disso, a capital Curitiba também conta com iniciativas de vereadores para permitir que esse tipo de pagamento seja possível.
O crescente interesse pelas moedas digitais fez com que os municípios do Paraná tivessem maior atenção para esse mercado. Em meio a buscas pelo valor Bitcoin para fins de acompanhamento do preço de mercado ou da capitalização da maior criptomoeda, as prefeituras paranaenses que adotam essa iniciativa voltada para criptomoedas mostram estar por dentro de novas formas de pagamento. Para isso ser possível, diversas outras iniciativas têm sido adotadas por parte das autoridades.
Em São José dos Pinhais, a Secretaria Municipal de Inovação, Modernização e Transformação Digital (Simot) criou o Programa Bitcoin Cidadão com o objetivo de aumentar a conscientização sobre criptomoedas. Para alcançar essa meta, a Simot promove cursos, workshops e outras iniciativas para ampliar o conhecimento sobre BTC e outros ativos digitais.
De acordo com o secretário Rafael Rueda Muhlmann, toda a ideia do projeto e do Programa Bitcoin Cidadão é aproximar os cidadãos paranaenses de uma nova forma de pagamento. Junto de cada cidadão, a iniciativa também tem como meta fazer com que mais negócios locais aceitem BTC enquanto o Bitcoin entra em zona importante ao longo de sua trajetória de preço.
O selo “São José dos Pinhais: Cidade Amiga do Bitcoin” também serve como iniciativa para que empresas estejam mais abertas ao uso de criptomoedas. Em meio a todo o avanço do uso de moedas digitais, o município tenta se mostrar por dentro do que há de mais inovador e sair na frente em um segmento que cresceu muito ao longo dos últimos anos.
As iniciativas que têm relação direta com a regulamentação para uso de ativos virtuais para pagamento de débitos municipais tentam colocar Curitiba à frente de outras capitais da região sul do Brasil. No momento, a plataforma BTC Map mostra 90 estabelecimentos que aceitam pagamentos em ativos digitais para cidadãos curitibanos.
Em Florianópolis, o valor da plataforma é de 115 estabelecimentos, enquanto a região próxima de Porto Alegre tem uma aceitação em mais de 500 negócios. Isso mostra que Curitiba e regiões próximas precisam de iniciativas como a realizada por São José dos Pinhais e o Programa Bitcoin Cidadão.
Guilherme Kilter (Novo), idealizador do projeto de lei que visa ampliar a aceitação de criptomoedas em Curitiba, destacou que existem diferentes vantagens no uso de moedas digitais para a compra de produtos ou serviços. Kilter destacou que iniciativas desse tipo mostram o enfoque na inovação tecnológica e flexibilidade voltada para o cidadão paranaense.
As autoridades paranaenses buscam avaliar o sucesso dos programas com base em números que ajudam a analisar a quantidade de estabelecimentos credenciados, o total de pessoas que pagam seus débitos municipais e a constante modernização de todo o ecossistema financeiro.
A tendência é de que nômades digitais e empresas em busca de um sistema sólido para uso de criptomoedas vejam o Paraná como um estado amigável ao uso de ativos digitais. Na medida em que as leis avançam e os debates são realizados entre as autoridades, o cidadão paranaense pode se preparar acompanhando o valor do Bitcoin visando se adaptar às mudanças que estão por vir.