Newsletter Subscribe
Enter your email address below and subscribe to our newsletter
Enter your email address below and subscribe to our newsletter







Em sessão que durou mais de três horas, foi cassado nesta quinta-feira (27) o mandato da vereadora Flávia Dartora, do partido Republicanos. Foram sete votos favoráveis e dois contrários.
A acusação foi de quebra de decoro parlamentar. A vereadora foi alvo da Operação WO, deflagrada pelo Ministério Público em novembro do ano passado. Dartora estava afastada do cargo, pode determinação da Justiça, por seis meses sem receber salário.
A denúncia aponta que a vereadora e seu marido lideraram uma organização criminosa que teria praticado os crimes de peculato, falsidade ideológica, fraude a licitação e lavagem de dinheiro. A vereadora, que estava impedida de contratar com o poder público, criou com seu marido uma empresa composta por laranjas que foi contratada em 2018 pela Prefeitura de São Miguel do Iguaçu para prestar o serviço de convivência e fortalecimento de vínculos para crianças em situação de vulnerabilidade social.
Segundo o MP, para receber remuneração maior do que a devida, os acusados fraudavam a lista de alunos atendidos. A empresa repassava valores mensais à vereadora e seu marido, fazia pagamentos de suas despesas pessoais e realizava depósitos em favor do partido político da vereadora. Só em 2019, foram desviados mais de R$ 120 mil.
Durante a sessão, o advogado da vereadora falou em julgamento antecipado e vai à Justiça para reverter a decisão da Câmara.
“Milita em favor da vereadora a presunção da inocência, uma vez que só existe acusação sem prova, e ela não tem nenhuma sentença contra ela transitada em julgado. A Câmara penalizou ela antecipadamente. Vai ser proposta uma ação na Justiça para desconstruir a decisão”.