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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que os EUA estão acompanhando de perto a morte de uma pesquisadora vinculada a um instituto que pesquisa peste em Irkutsk, na Sibéria, segundo CGN da Agência Estado Publicado pela CGN.
O caso envolve Darya Shipilova, de 28 anos, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk, que foi internada em uma terça-feira, dia 29, e morreu três dias depois, na sexta-feira, dia 2. As autoridades russas investigam uma pneumonia de etiologia desconhecida ligada ao episódio.
A agência estatal TASS informou que a paciente foi diagnosticada com pneumonia de causa desconhecida. O órgão russo de vigilância sanitária, o Rospotrebnadzor, disse ter adotado medidas especiais e que exames ampliados nas amostras da pesquisadora não identificaram microrganismos associados às suas atividades profissionais, segundo CGN.
Alexey Tsydenov, chefe da República da Buriátia, chegou a publicar nas redes sociais que Darya havia morrido de peste, mas depois editou a postagem e passou a afirmar que ela “possivelmente” tinha morrido por essa doença; ele também negou a existência de um surto na região. O governador de Irkutsk, Igor Kobzev, disse que todas as pessoas que tiveram contato com a mulher estão sob supervisão médica e que está sendo implementada uma “gama completa de medidas antiepidêmicas”.
Após a morte, o setor de internações do Hospital Distrital de Shelekhov, onde estavam cerca de 114 pacientes, foi colocado em isolamento, informou a reportagem. A Fábrica de Alumínio de Irkutsk orientou funcionários a usar máscaras como precaução. A Rospotrebnadzor também informou que entre os contatos testados duas pessoas tiveram resultado positivo para um vírus do resfriado comum e outras duas para COVID-19; os demais testes foram negativos.
Marco Rubio afirmou que os EUA acompanham o caso e que, embora não acredite haver motivo para alarme, os americanos estão cientes de que “a doença pode se espalhar rapidamente”, mesmo com quarentenas e protocolos de saúde pública em vigor, conforme noticiou a Agência Estado.
Especialistas citados na matéria comentaram que, em caso de exposição laboratorial, é normal identificar e monitorar pessoas expostas conforme o risco. Malick Gibani, do Imperial College London, observou que a escala do monitoramento depende das circunstâncias da exposição. Ian Jones, da Universidade de Reading, lembrou que a peste ainda ocorre em algumas regiões, incluindo a Rússia, mas que seu potencial é limitado com o uso de antibióticos e pelas condições modernas.
A peste é causada pela bactéria Yersinia pestis. A Organização Mundial da Saúde descreve a peste pneumônica como uma forma menos comum, porém grave, que exige diagnóstico e tratamento precoces com antibióticos. A reportagem consultada também registra que a Rospotrebnadzor afirmou não ter constatado incidentes no instituto envolvendo microrganismos patogênicos.