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Uma operação da Polícia Federal revelou um sofisticado esquema de tráfico de drogas que utiliza mergulhadores profissionais para ocultar cocaína em navios nos portos catarinenses. A ação ocorreu no litoral norte de Santa Catarina e resultou na apreensão significativa de entorpecentes destinados à Europa e África.
Os policiais federais realizaram uma fiscalização minuciosa nas embarcações próximas ao Porto de Itapoá. Durante a inspeção, foram encontrados mais de 120 quilos de cocaína escondidos em compartimentos submersos dos navios chamados caixa-mar. Além disso, quase 300 quilos estavam disfarçados entre pallets.
O estado catarinense tem se tornado um ponto estratégico para o escoamento das drogas devido à sua localização geográfica favorável e acesso facilitado por estradas que conectam países produtores como Bolívia e Peru ao território brasileiro. Os destinos finais incluem Espanha, França e Itália.
A investigação identificou a atuação coordenada entre criminosos locais com ramificações internacionais em sete países diferentes. O líder do grupo foi preso junto com outros 23 suspeitos durante operações realizadas em várias cidades brasileiras.
As táticas empregadas pelos traficantes incluem o uso clandestino da infraestrutura logística dos portos: cargas lícitas são contaminadas após passarem pela fiscalização oficial; caminhões vazios entram com fundos falsificados contendo droga; lacres originais são substituídos por réplicas falsas após inserirem bolsas ilícitas dentro dos contêineres já vistoriados.
O líder Ângelo Scotti foi preso junto com outros 23 suspeitos, e houve bloqueio judicial de R$ 600 milhões pertencentes aos investigados.
As táticas dos traficantes incluem o uso da infraestrutura dos portos: cargas são adulteradas após a fiscalização; caminhões vazios entram com fundos falsos; lacres são trocados por réplicas. Armas pesadas também foram encontradas e apreendidas, destacando o nível de organização do grupo.
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