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Cada vez mais presentes nas ruas do litoral paranaense, os veículos autopropelidos, ciclomotores e motos elétricas vêm transformando a mobilidade em cidades como Matinhos, Guaratuba e Pontal do Paraná. Impulsionados pela praticidade, economia e facilidade de deslocamento, esses veículos ganharam espaço principalmente em trajetos curtos.
O crescimento nas ruas acompanha uma tendência nacional impulsionada pelos veículos elétricos de pequeno porte. Estudo da Webmotors aponta que as buscas por motos elétricas ultrapassaram 7 milhões no Brasil nos últimos 12 meses, com crescimento de 22% no trimestre mais recente. Dados do levantamento indicam ainda que o Paraná está entre os estados com maior volume de buscas pelo segmento.
Segundo estimativa da Associação Comercial e Empresarial de Matinhos, as vendas de motos elétricas e veículos autopropelidos cresceram cerca de 70% nos últimos anos no município.
Para o presidente da entidade, Felipe Nascimento, o avanço está ligado à praticidade do município. “Nossa cidade, por ter distâncias curtas e uma dinâmica muito próxima entre os pontos de deslocamento, acaba facilitando o uso da moto elétrica no dia a dia. Isso torna os trajetos mais rápidos e aumenta naturalmente o interesse por esse tipo de veículo”, afirma. Ele alerta, no entanto, para o uso irregular por adolescentes: “Muitos condutores têm 13 ou 14 anos, o que representa risco ao trânsito”, diz.
O diretor do DEMUTRAN, também de Matinhos, Cleydson Kulik Silva Bezerra, afirma que o município registra aumento significativo na circulação desses veículos. Segundo ele, o crescimento acompanha uma tendência nacional impulsionada pela economia e praticidade.
“O desafio está no uso inadequado, especialmente por adolescentes sem conhecimento das normas de trânsito”, explica. Ele destaca ainda o reforço na fiscalização em parceria com a Guarda Civil Municipal, principalmente na temporada, quando há aumento de visitantes.
Em Pontal do Paraná, o secretário municipal de Segurança Pública, Giovane Rafael do Rosário, retrata que o município tem registrado aumento significativo no uso de motos elétricas, impulsionado principalmente pela expansão das vendas desse tipo de veículo. Ele destaca que o crescimento traz novos desafios para a mobilidade urbana, especialmente relacionados à organização do trânsito e ao comportamento dos usuários.
De acordo com ele, durante a temporada de verão, a circulação desses veículos praticamente dobra com a chegada dos veranistas, o que exige reforço nas ações de orientação e acompanhamento por parte do poder público. “Estamos atentos a essa nova realidade e trabalhando para lidar com esse crescimento de forma organizada, buscando equilibrar a demanda por mobilidade com a segurança no trânsito”, afirmou.
Usuários destacam economia e praticidade
Na prática, os veículos já fazem parte da rotina local. Gleidson César Mundel, de 43 anos, autônomo, afirma que a principal vantagem é a economia. “A economia é o que mais chama atenção. Na prática, o gasto com energia é muito baixo e quase não faz diferença na conta de luz. Além disso, é um veículo que ajuda bastante no dia a dia, principalmente para deslocamentos curtos.”, relata. Ele também destaca a praticidade nos deslocamentos rápidos.
Já o aposentado Amilton Vieira do Nascimento, de 75 anos, utiliza uma moto autopropelida há mais de um ano e destaca a mudança na rotina. “É uma vantagem muito grande, porque é muito fácil pegar a motinha elétrica e se deslocar no dia a dia. Para quem já tem uma certa idade, isso faz bastante diferença, principalmente pela praticidade e pela independência que ela oferece. A economia também pesa, já que o custo de energia é baixo e a diferença em relação ao combustível é significativa. No fim das contas, facilita muito a rotina e dá mais autonomia para se locomover com tranquilidade”, afirma.
Regras de circulação e enquadramento no CTB
Apesar da expansão do mercado, autoridades alertam que o crescimento desses veículos exige mais conscientização dos usuários e adaptação das cidades para garantir segurança no trânsito.
Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e orientações do Departamento de Trânsito do Paraná (DETRAN-PR), os veículos de micromobilidade devem ser enquadrados conforme suas características construtivas e de desempenho. Ciclomotores são definidos, em regra, como veículos de duas ou três rodas com potência e velocidade específicas, sujeitos a registro, emplacamento e habilitação na categoria A ou ACC.
Já equipamentos autopropelidos e similares podem ter enquadramento distinto conforme potência, velocidade máxima e finalidade de uso, o que determina se são considerados equiparados a ciclomotores ou a outros dispositivos de mobilidade individual, podendo ou não exigir registro e habilitação. No Paraná, a Polícia Militar, por meio do BPTran, realiza a fiscalização com base nessas normas e na legislação de trânsito vigente, aplicando as medidas cabíveis em casos de irregularidade.
Para mais informações, acesse o site do DETRAN-PR.
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