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Foto: Reprodução/Freepik

Investimento de R$ 20 bi promete carros híbridos com comportamento de elétrico ao Brasil

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Montadora alemã prepara ofensiva de SUVs nacionais equipados com tecnologia inovadora que prioriza a propulsão elétrica no perímetro urbano.

A Volkswagen se prepara para dar um salto tecnológico crucial no mercado brasileiro com o lançamento de seus novos veículos híbridos plenos (HEV). Apoiada em um robusto plano de investimentos de R$ 20 bilhões na América do Sul, a fabricante alemã trará ao país um conjunto mecânico inovador que promete entregar a experiência de condução de um carro 100% elétrico durante os trajetos urbanos, assemelhando-se ao comportamento de sistemas plug-in (PHEV), mas sem a necessidade de recarga na tomada.

O coração dessa nova estratégia é o motor 1.5 TSI Evo2 Flex de quatro cilindros, operando sob o eficiente ciclo Miller. Inicialmente importado do México e posteriormente nacionalizado em São Carlos, em São Paulo, o propulsor passou por uma transformação radical em sua versão eletrificada.

Ao contrário do modelo europeu puramente a combustão, que utiliza desligamento de cilindros para economizar combustível, a versão híbrida dispensa essa tecnologia. Em seu lugar, a engenharia da marca instalou uma sofisticada unidade no cárter composta por dois motores elétricos (um atuando como gerador e outro responsável pela tração), além de uma embreagem multidisco eletrônica responsável por acoplar e desacoplar o motor térmico de forma inteligente. O sistema é alimentado por uma bateria de 1,6 kWh com refrigeração líquida posicionada sob o banco traseiro.

Na prática, em velocidades de até 55 km/h, limite que abrange a maior parte das vias urbanas, o veículo prioriza a energia da bateria para rodar em modo 100% elétrico, especificamente em demandas de até 20 cv. Caso a bateria precise de carga ou o motorista exija mais força, o motor 1.5 entra em ação exclusivamente como gerador, gerando eletricidade para o motor de tração sem tracionar as rodas diretamente. A Volkswagen planeja oferecer esse conjunto em duas calibrações de potência: uma de 136 cv e 28,9 kgfm e outra, topo de linha, com 170 cv e 31,5 kgfm, que deve estrear primeiro no mercado.

Toda essa eficiência energética promete transformar a rotina dos motoristas em grandes centros urbanos e regiões metropolitanas. Quem frequenta as concessionárias Volkswagen em Niterói, por exemplo, logo poderá testar de perto como essa motorização lida bem com o anda e para das pontes e avenidas litorâneas, garantindo economia extrema sem abrir mão do desempenho de um motor turbo moderno.

Ofensiva SUV: Cinco Modelos Nacionais Até 2030

A nova tecnologia híbrida será o pilar para que a Volkswagen reestruture sua linha de utilitários esportivos no Brasil. A reestruturação da linha de utilitários esportivos da montadora será dividida entre a manutenção de modelos consagrados e a chegada de novidades globais. Na base do portfólio, o inédito Tera atuará como o SUV de entrada da marca, enquanto os conhecidos Nivus e T-Cross serão mantidos em linha, recebendo atualizações visuais e de equipamentos para preservar sua competitividade no mercado. Essa decisão estratégica foi motivada, principalmente, pelo excelente desempenho comercial que o T-Cross mantém no país.

No topo da gama, a Volkswagen apostará em duas grandes novidades eletrificadas. O chamado Projeto Saga (VW213) dará origem a um SUV compacto com posicionamento premium, fortemente baseado no T-Roc europeu e dotado de um pacote de equipamentos mais generoso. Logo acima estará o Novo Taos (VW226), projeto de nova geração que foi promovido pela engenharia para substituir o modelo atual importado do México, consolidando a presença da marca com cinco SUVs produzidos em solo nacional até o fim desta década.

O desenvolvimento do novo Taos (VW226) revela uma estratégia de mercado astuta. Originalmente, o projeto nasceu nos laboratórios de engenharia sob o codinome “T-Cross NF”, pensado para ser a nova geração do SUV compacto. No entanto, diante das excelentes vendas do T-Cross atual, a direção da montadora optou por mantê-lo em produção e promover o novo projeto, que assumirá o posto de nova geração do Taos, com produção nacionalizada a partir de 2028. Com essa estratégia, a Volkswagen não apenas renova sua vitrine tecnológica, mas se posiciona de forma agressiva na disputa pela liderança da eletrificação no país.

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