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Dólar sobe a R$ 5,10 com tarifas americanas e bolsa cai 1,24%

Dólar sobe a R$ 5,10 com tarifas americanas e bolsa cai 1,24%

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O dólar comercial fechou a quinta-feira (16) a R$ 5,098, com alta de 0,4%. Durante o dia, a moeda chegou a encostar em R$ 5,11, por volta das 14h15, mas recuou no fim do pregão. Apesar da alta, o dólar ainda acumula queda de 7,12% em 2026.

As informações são da Agência Brasil.

A valorização da moeda americana foi impulsionada pelo fortalecimento do dólar no mercado internacional e pela confirmação das tarifas de 25% dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras. Dados da economia americana mostraram mercado de trabalho resiliente e consumo aquecido, reforçando a expectativa de juros elevados no país.

Os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos somaram 208 mil, abaixo da expectativa de 217 mil. As vendas no varejo cresceram 0,2% em junho, conforme o esperado. Esse cenário favorece a moeda americana frente às divisas de países emergentes.

O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 173.825,27 pontos, com queda de 1,24%. A bolsa acompanhou o movimento negativo de Wall Street e ampliou as perdas da sessão anterior. Com perda acumulada de 2,27% na semana, o Ibovespa sobe 7,88% no ano.

As ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa brasileira, recuaram acompanhando o petróleo. Papéis de mineradoras também fecharam em baixa diante da desvalorização do minério de ferro. Pesaram sobre o mercado as incertezas em torno dos impactos do tarifaço americano e da eventual resposta do governo brasileiro por meio da Lei da Reciprocidade.

O petróleo do tipo Brent fechou o dia a US$ 84,23, com recuo de 0,85%. O barril WTI, do Texas, encerrou a US$ 78,95, com queda de 0,82%. Os preços terminaram em queda mesmo com o aumento das tensões no Oriente Médio.

O mercado acompanhou novas ameaças dos houthis, no Iêmen, contra instalações petrolíferas da Arábia Saudita e a possibilidade de interrupções nas rotas marítimas do Mar Vermelho e do Estreito de Ormuz, consideradas estratégicas para o transporte global do produto. Investidores continuam monitorando o risco de novas interrupções na oferta mundial de petróleo.

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