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A medida faz parte de uma atualização estratégica no calendário nacional de imunização. O objetivo central é fortalecer a proteção infantil contra a paralisia infantil, uma doença grave que pode deixar sequelas motoras permanentes.
Com essa mudança, o esquema vacinal passa a contar exclusivamente com doses injetáveis, aposentando definitivamente a tradicional vacina em gotinhas. A iniciativa busca garantir uma proteção mais robusta e eficaz para os pequenos paranaenses antes da entrada na rotina escolar.
Conforme informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o estado reforça que a imunização primária segue inalterada, focando em alcançar as metas de cobertura vacinal, conforme detalharemos a seguir.
A Secretaria de Estado da Saúde esclarece que a imunização primária dos bebês permanece sendo realizada em três doses, aos 2, 4 e 6 meses de vida. O primeiro reforço deve ser administrado aos 15 meses de idade.
Agora, a nova dose de reforço é indicada especificamente para crianças que possuem até 4 anos, 11 meses e 29 dias. Para quem já completou o esquema básico, a aplicação deve ocorrer respeitando um intervalo de seis meses da última dose recebida.
A proteção é garantida pela vacina inativada contra a pólio (VIP), que é injetável e não apresenta risco de desenvolver a doença. A mudança visa aumentar os níveis de anticorpos e fortalecer a memória imunológica das crianças.
A meta do estado é atingir pelo menos 95% de cobertura vacinal. Atualmente, o Paraná registra um índice de 92,15% e a prioridade das equipes de saúde é localizar as crianças que estão com o esquema vacinal incompleto ou em atraso.
Em Curitiba, a segunda dose de reforço da vacina contra a poliomielite já está disponível em 106 Unidades de Saúde municipais. As famílias devem procurar o posto mais próximo levando a carteirinha de vacinação.
Além da proteção contra a poliomielite, as unidades de saúde também oferecem outros imunizantes essenciais, como os da tríplice viral, hepatites A e B, meningites, febre amarela, HPV, dengue, influenza e Covid-19.
1. A vacina de gotinha ainda será usada? Não, a nova norma substitui definitivamente a vacina oral pela versão injetável, que é a VIP.
2. Quem deve tomar essa nova dose de reforço? A dose é indicada para crianças de 4 anos, até a idade de 4 anos, 11 meses e 29 dias.
3. Qual o intervalo entre as doses? Conforme a Sesa, o reforço deve ser feito respeitando um intervalo de seis meses da última aplicação do esquema básico.
4. A vacina injetável pode causar paralisia? Não, a vacina inativada contra a pólio (VIP) é segura e não apresenta risco de desenvolver a doença.
5. O que acontece se a criança estiver com o esquema atrasado? A prioridade da Secretaria de Saúde é justamente localizar essas crianças para atualizar a caderneta e garantir a proteção total.