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Haroldo Augusto da Cruz, sargento aposentado da Polícia Militar do Paraná, foi condenado a 37 anos e oito meses de prisão pelo assassinato da ex-esposa Viviane Aparecida Castro Furlan, crime ocorrido na madrugada de 2 de janeiro de 2024 em Marialva, no Norte do estado.
Segundo o julgamento realizado na cidade onde o crime aconteceu, Haroldo invadiu a residência onde Viviane estava com a filha mais nova do casal e a atacou com uma faca, desferindo pelo menos cinco golpes na região do tórax diante da menina de 12 anos, que tentou impedir o ataque e pediu ajuda a vizinhos.
A vítima havia obtido medida protetiva contra o ex-marido em setembro de 2023. Após o ataque, Haroldo fugiu e foi localizado uma semana depois em Formosa do Oeste, município no Oeste do Paraná, onde confessou o crime à Polícia Civil. Durante a prisão, tentou ferir-se com uma faca, mas foi contido.
A investigação e o Ministério Público do Paraná qualificaram o homicídio como feminicídio, destacando motivo fútil, meio cruel e dificultação da defesa da vítima. A condenação unânime dos sete jurados estipulou o cumprimento da pena em regime fechado.
Eduarda Furlan Borges, filha do casal, relatou que o pai sempre foi violento e costumava afirmar que não seria preso. Ela descreveu ameaças frequentes contra a família e agressões motivadas por motivos domésticos.
A defesa de Haroldo divulgou nota informando que recorrerá da sentença, alegando excesso na fixação da pena e possíveis irregularidades na dosimetria, principalmente sobre a aplicação de agravantes em duplicidade. Também ressaltou o reconhecimento da gravidade do ato e arrependimento do réu.
Haroldo Augusto da Cruz atuou durante 31 anos na Polícia Militar do Paraná, sendo sua última lotação no 7º Batalhão, em Cruzeiro do Oeste. O caso ganhou repercussão local pelo contexto de violência doméstica e a tragédia presenciada pela filha menor, que tentou salvar a mãe.
A decisão judicial marca um desdobramento importante no processo, ainda sujeito a recursos pelas instâncias superiores, conforme informado pela defesa.