Newsletter Subscribe
Enter your email address below and subscribe to our newsletter
Enter your email address below and subscribe to our newsletter







O Sol que ilumina Curitiba é o mesmo de qualquer outro ponto da Terra, mas, por causa da inclinação do eixo do planeta e da latitude da cidade, o astro não passa exatamente sobre nossas cabeças. A combinação desses fatores faz com que a posição aparente do Sol no céu — e, portanto, onde a luz solar incide nas casas e apartamentos — mude ao longo do ano.
Os dados e explicações foram levantados em reportagem do G1, que cita especialistas e relatos de moradores sobre Mudança na incidência de sol em diferentes estações.
O eixo da Terra é inclinado em cerca de 23,5°. Em consequência, o ângulo sob o qual observamos o Sol varia com as estações. Em Curitiba, que fica próxima a cerca de 25° de latitude sul, esse efeito fica bem perceptível: o astro descreve um arco inclinado no céu em vez de passar no zênite sobre os observadores.
Como explica o professor Amauri José da Luz Pereira, coordenador do Observatório Astronômico e Planetário do Colégio Estadual do Paraná (CEP): “Cada latitude em si tem a sua perspectiva. Ela varia muito pouco de uma cidade para outra, mas, se nós pegarmos um país continental, como é o caso do Brasil, isso é bastante notório”.
Na prática, a mudança na trajetória solar altera onde e quando cada ambiente recebe luz e calor. A reportagem cita o exemplo de Viviane Paiva, natural de Roraima, que se mudou para Curitiba em 2025 e percebeu que o ponto do varal que recebia sol ao meio‑dia passou a não receber mais em determinadas épocas do ano.
A engenheira civil Luana Caroline Schneider, que atua com eficiência de edificações, destaca que a orientação solar é usada em projetos para definir janelas, distribuição de ambientes e estratégias de conforto térmico: “A trajetória do Sol determina onde a luz e onde o calor vão entrar nessa casa ao longo do dia e também ao longo das estações do ano”. Segundo ela, a orientação, ventilação, proteções solares e materiais ajudam a compor o conforto da edificação.
Por esse motivo, na capital paranaense, apartamentos com fachada voltada para o norte costumam ser mais valorizados: como o Sol se inclina em direção ao norte, imóveis com essa orientação recebem aquecimento mais equilibrado, sobretudo no inverno.
O ponto do céu em que o Sol ficaria exatamente sobre a cabeça do observador chama‑se zênite. Esse fenômeno só ocorre entre o Trópico de Capricórnio e o Trópico de Câncer; Curitiba está logo ao sul do Trópico de Capricórnio e, portanto, o Sol nunca atinge o zênite absoluto na cidade.
No solstício de verão, por volta de 21 ou 22 de dezembro no Hemisfério Sul, o Sol chega mais próximo do zênite em Curitiba, alcançando uma elevação de cerca de 88° em relação ao horizonte ao meio‑dia solar — geometricamente ainda ligeiramente inclinado para o norte.
A inclinação do Sol torna as estações e a variação do dia mais perceptíveis em Curitiba. No verão, o Sol nasce mais a sudeste, atinge maior altura e os dias são mais longos; no inverno, nasce mais a nordeste, descreve um arco mais baixo e os dias ficam mais curtos.
Como exemplo citado na reportagem, no inverno o Sol costuma nascer por volta das 07h e se pôr às 17h30; no verão, o amanhecer fica perto das 05h20 e o anoitecer por volta das 19h10. Essa diferença altera quais janelas e áreas externas aproveitam a luz direta em cada estação.
Fontes: reportagem do G1 com entrevistas e dados citados.