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O Congresso Nacional recebeu o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que traz diretrizes fundamentais para a economia brasileira. O documento, enviado pelo Executivo, prevê um crescimento de 2,46% para o Produto Interno Bruto (PIB) e um superávit primário de R$ 18,6 bilhões para o governo central.
Os dados foram consolidados em um informativo técnico produzido pelas Consultorias de Orçamentos do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. O material oferece uma análise detalhada sobre como o governo pretende gerir as contas Públicos, as receitas estimadas e os investimentos previstos para o ano de 2027.
Conforme informação divulgada pela Agência Senado, o projeto seguirá agora para análise da Comissão Mista de Planos, Orçamentárias Públicos e Fiscalização (CMO). Parlamentares devem realizar audiências Públicos e votações até o prazo final para aprovação, fixado em 22 de dezembro.
Quando ajustado para o cumprimento da meta, o valor sobe para R$ 83,4 bilhões. O texto aponta ainda que a taxa Selic deve encerrar 2027 em 11,41% e a cotação do dólar está estimada em R$ 5,28.
As despesas totais do orçamento fiscal e da seguridade social atingem R$ 5,05 trilhões, excluindo os custos com o refinanciamento da dívida pública. O limite para as despesas primárias da União foi fixado em R$ 2,58 trilhões, o que representa um aumento nominal de 7,69% em relação ao ano de 2026.
Dentro desse montante, a grande maioria dos gastos é de caráter obrigatório, ocupando 91,7% do total. Apenas 8,3% são classificados como despesas discricionárias, que englobam investimentos e o custeio da máquina pública. Setores como saúde e educação possuem reservas específicas, com R$ 272,2 bilhões e R$ 211,9 bilhões destinados, respectivamente.
O Regime Geral de Previdência Social apresenta uma previsão de déficit de R$ 340 bilhões, com receitas de R$ 875,1 bilhões e despesas que superam R$ 1,2 trilhão. Já o programa Bolsa Família tem previsão de receber R$ 155,8 bilhões para atender cerca de 19,8 milhões de Família, com um benefício médio de R$ 655,99.
As emendas parlamentares de execução obrigatória somam R$ 44,8 bilhões, registrando uma alta de 9,7% comparado ao exercício anterior. Desse total, R$ 28,5 bilhões referem-se às emendas individuais e R$ 16,3 bilhões às de bancada estadual, recursos que são fundamentais para a execução de projetos locais.
O projeto aponta uma insuficiência de R$ 414,1 bilhões para cumprir a chamada Regra de Ouro, que proíbe o endividamento para pagar despesas correntes sem aval do Congresso. Por isso, o governo precisará solicitar autorizações legislativas ao longo de 2027 para viabilizar gastos como benefícios previdenciários e o Bolsa Família.
2. Quando o Orçamento deve ser aprovado pelo Congresso? A Constituição estabelece que a aprovação deve ocorrer até o fim do ano, com prazo final Previsão para 22 de dezembro.
3. Qual a previsão de crescimento do PIB? O governo projeta um crescimento de 2,46% do PIB, superando a estimativa do mercado financeiro que é de 1,5%.
4. Quanto será destinado para a saúde e educação? Estão reservados R$ 272,2 bilhões para saúde e R$ 211,9 bilhões para a manutenção e desenvolvimento do ensino.
5. O que é a Regra de Ouro citada no projeto? É a norma constitucional que impede o governo de contratar dívidas para financiar despesas correntes sem autorização prévia do Legislativo.