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Apostas em bets crescem entre jovens no Brasil e acendem alerta sobre riscos de dependência e endividamento financeiro

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A expansão das apostas online entre o público jovem brasileiro levanta preocupações sobre saúde mental, controle financeiro e o impacto do vício precoce.

O avanço das bets tem preocupado especialistas e famílias em todo o país. Relatos de jovens que buscam grupos de apoio, como a irmandade Jogadores Anônimos, mostram que a busca por ajuda ocorre cada vez mais cedo, com casos de Adolescente de apenas 14 anos enfrentando quadros de dependência.

A facilidade de acessar Cassino virtuais diretamente pelo celular transformou o dispositivo em um instrumento de risco constante. Segundo informações divulgadas pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a vulnerabilidade é acentuada pela falta de maturidade financeira e pelo desenvolvimento cerebral ainda em curso nessa faixa etária.

O impacto da compulsão e a perda de controle financeiro

Para muitos jovens, o que começa como uma tentativa de ganhar dinheiro extra rapidamente se torna um ciclo de prejuízos. Gustavo Pereira, de 24 anos, é um exemplo real dessa realidade. Ele relata ter perdido cerca de meio milhão de reais em seis anos, após começar a Apostas aos 18 anos. O jovem descreve que o vício altera a percepção do valor do dinheiro, gerando um sentimento de ganância difícil de frear.

A Psicologia Mariana Kehl, membro da Sociedade Brasileira de Psicologia, explica que o cérebro adolescente é mais suscetível a esses estímulos. Enquanto o sistema de recompensa, movido pela dopamina, funciona intensamente, as áreas responsáveis pelo controle de impulsos e pela avaliação de riscos ainda não estão totalmente maduras, o que dificulta a interrupção das apostas.

Dados revelam precocidade e riscos no ensino superior

Pesquisa recentes evidenciam a magnitude do problema entre estudantes. Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) indicam que uma em cada cinco Pessoal no mundo inicia apostas online até os 11 anos de idade. No Brasil, um estudo da Frente Parlamentar Mista de Educação revelou que 9,5% dos estudantes entrevistados fizeram sua primeira Apostas aos 11 anos.

O impacto também atinge a permanência escolar. Uma pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) apontou que 14% dos universitários já atrasaram mensalidades ou trancaram cursos devido aos gastos com bets. O diretor-geral da associação, Paulo Chanan, destaca que, para uma parcela relevante, o dinheiro das apostas interfere diretamente em decisões de educação.

Novas leis e a proteção no ambiente digital

Para combater o avanço das apostas entre menores, o Brasil sancionou o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), também conhecido como Lei Felca. A legislação, em vigor desde março de 2026, estabelece novas regras para a proteção de jovens no ambiente virtual, exigindo mecanismos mais rigorosos de verificação de idade e fiscalização parental.

O advogado Felipe Moreira, Especialistas em direito digital, ressalta que a nova norma cria uma responsabilidade compartilhada entre plataformas, famílias e Estado. A lei proíbe o acesso de menores a apostas online e restringe o uso de redes sociais para menores de 16 anos sem o devido vínculo com responsáveis, além de vedar o uso de loot boxes, que funcionam de forma semelhante a jogos de azar.

FAQ: Perguntas frequentes sobre o vício em apostas

1. Por que jovens são mais vulneráveis ao vício em bets?
Especialistas explicam que o cérebro adolescente ainda está em desenvolvimento, priorizando a busca pelo prazer imediato enquanto as áreas de controle de impulso ainda não estão maduras.

2. Quais são os sinais de alerta para o vício em jogos?O comprometimento do orçamento, o atraso no pagamento de contas básicas, a alteração no comportamento e a constante preocupação em Apostas são indicadores de um problema crescente.

3. O que diz a nova legislação sobre apostas para menores?
O ECA Digital proíbe apostas para menores de 18 anos e exige mecanismos de verificação de idade mais confiáveis, além de proibir publicidade velada de influenciadores para esse público.

4. Como as instituições de ensino podem ajudar?
Segundo a ABMES, as escolas e universidades podem atuar com ações de informação, prevenção, orientação e acolhimento, integrando o tema ao ambiente acadêmico de forma responsável.

5. Onde buscar ajuda contra a dependência de apostas?Grupos de apoio como a irmandade Jogadores Anônimos oferecem suporte para Pessoal que perderam o controle sobre o jogo, sendo uma das principais alternativas para quem busca a recuperação.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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