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O advogado que representa um dos sete homens processados em uma ação ligada a uma suposta agressão sexual em Cornell University pediu que a promotora especial nomeada para o caso, Letitia James, se afaste da investigação devido a comentários públicos feitos por ela antes da nomeação.
O pedido cita uma publicação de 28 de setembro em que James escreveu que “o que esta jovem foi forçada a suportar é horrível e inaceitável” e disse a sobreviventes: “nós estamos com vocês”. Segundo o advogado, esses comentários lançam dúvidas sobre a “integridade e independência” do inquérito.
Em declaração enviada ao parceiro da BBC nos EUA, a CBS News, o advogado afirmou que os comentários criam um questionamento evitável sobre a investigação e pediu recusa voluntária da promotora. Na declaração, ele disse: “This is not an accusation that Attorney General James is corrupt, acting in bad faith or incapable of performing her duties professionally.”
O advogado também afirmou: “Nor am I suggesting that a court has determined that she is legally disqualified. The point is much narrower: an avoidable question now hangs over this investigation, and voluntary recusal would remove it.” Essas frases foram divulgadas segundo BBC.
A governadora Kathy Hochul nomeou Letitia James como promotora especial para investigar as acusações e a resposta inicial das autoridades e da universidade ao caso. Questionada sobre a imparcialidade durante entrevista coletiva, Hochul afirmou que James “seguirá os fatos”, examinando as provas e agindo conforme elas indicarem.
A BBC informou ter procurado a Cornell University por comentário.
As alegações descritas em processo contra sete homens e contra a universidade têm gerado protestos no campus em Nova York, com centenas de estudantes e docentes reunidos em manifestações, segundo a BBC. A acusadora, identificada no processo como Jane Doe, afirma ter sido drogada e estuprada por várias horas em uma festa de fraternidade em outubro de 2024.
De acordo com reportagens da mídia dos EUA citadas pela BBC, o corpo docente de Cornell deve votar na próxima semana uma moção de desconfiança contra a administração da universidade; uma maioria seria, conforme a cobertura, um gesto simbólico apontando descontentamento e pressionando a liderança a tomar providências.