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Banco Mundial: crescimento regional na Europa e Ásia Central deve desacelerar em 2026

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Relatório do Banco Mundial projeta crescimento de 2,2% para a região em 2026; excluindo a Rússia, a previsão é de 3%, diz Agência Estado.

Em relatório publicado em 6 de outubro de 2026, o Banco Mundial estima que o crescimento econômico na Europa e na Ásia Central deve desacelerar para 2,2% em 2026, após avançar 2,6%, segundo CGN divulgado pela Agência Estado via CGN.

O documento destaca que, excluindo a Rússia — que responde por cerca de 40% da produção regional —, a expansão prevista para 2026 é de 3%, ante 3,7% em 2025.

Projeções e previsões anteriores

O relatório informa que a projeção anterior, divulgada em junho, indicava alta de 2,1% no Produto Interno Bruto (PIB) da região para o ano em curso e de 2,5% para 2025. Segundo o Banco Mundial, a desaceleração é generalizada e reflete a fraqueza na maioria dos países da região.

Ásia Central e papel da Rússia

A Ásia Central permanece como a sub-região de crescimento mais acelerado, com expansão estimada em 5,8% para 2026, motivada por projeções de 9,6% na República Quirguiz e de 7,9% no Uzbequistão. O relatório ressalta que, apesar das perturbações em mercados globais de commodities, o impacto foi mais limitado do que o inicialmente previsto.

Inflação, indústria e riscos para a recuperação

O Banco Mundial aponta que os preços mais elevados da energia mantêm a inflação em patamares altos. O crescimento lento na União Europeia e a concorrência crescente de outros países pressionam exportações e a atividade industrial, especialmente nas cadeias de suprimentos do setor automotivo.

O relatório cita como principais riscos de baixa:

  • novas interrupções no comércio;
  • a continuidade das hostilidades na Ucrânia;
  • aumentos adicionais nos custos de energia, transporte e fertilizantes;
  • condições globais de financiamento mais restritivas;
  • crescimento mais fraco entre os principais parceiros comerciais;
  • eventos climáticos extremos.

Sobre a resiliência regional, Antonella Bassani, vice‑presidente do Banco Mundial para a região, afirmou: "As economias em desenvolvimento da região continuam a demonstrar resiliência graças à redução da intensidade energética, ao reforço das políticas governamentais e à demanda Interno robusta". Ela acrescentou também que os países podem aproveitar o potencial da inteligência artificial fortalecendo competências educacionais e gerenciais fundamentais.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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