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Os contratos futuros de petróleo encerraram a sessão em queda nesta quarta-feira, 7, em um dia marcado por volatilidade e ajustes, enquanto investidores avaliaram riscos geopolíticos no Oriente Médio e os estoques da commodity nos Estados Unidos, informou a Agência Estados, publicada pelo CGN.
O Brent para dezembro e o WTI para novembro recuaram na Intercontinental Exchange de Londres (ICE) e na Nymex, respectivamente, refletindo a combinação de dados de oferta e preocupação com rotas de transporte da região do Golfo.
Segundo a Agência Estados, o petróleo Brent para dezembro caiu 0,38% (US$0,38), para US$100,20 o barril na ICE. O WTI para novembro recuou 1,30% (US$1,16), ficando em US$88,28 por barril na Nymex.
O Departamento de Energia dos EUA (DoE) informou que os estoques de petróleo caíram 3,186 milhões de barris na semana, contrariando a expectativa de alta de 1,7 milhão de barris projetada por analistas, segundo a Agência Estados. Em contrapartida, os estoques de gasolina subiram 382 mil barris, para 204,74 milhões de barris, quando a projeção era de queda de 1,1 milhão de barris, o que ajudou a neutralizar parte da pressão de alta sobre os preços.
As tensões no Oriente Médio permaneceram sem sinal de trégua entre Washington e Teerã, apontou a reportagem da Agência Estados. O presidente iraniano Masoud Pezeshkian disse estar preparado para buscar um acordo considerado equilibrado e justo com os EUA, mas acusou Washington de adotar uma postura maximalista nas negociações, segundo CGN. Por sua vez, o general Mohammad Reza Naqdi, assessor do comandante‑chefe da Guarda Revolucionária Islâmica, afirmou que o Estreito de Ormuz ficará fechado até que as reivindicações persas sejam atendidas.
Relatos consultados pela reportagem indicam que, após ataques a petroleiros, os fluxos de petróleo bruto através de Ormuz caíram para cerca de 74% dos níveis pré-guerra, de acordo com a Kpler. O banco ING destacou que há uma disputa clara entre sinais de melhoria no fornecimento e ameaças persistentes ao abastecimento.
A Shell informou que suas margens de refino dispararam para níveis recordes no terceiro trimestre, consequência da volatilidade gerada pelo conflito e de um aperto global de oferta nos mercados de combustíveis, segundo a Agência Estados.