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Uma denúncia feita por um colega de trabalho impediu, segundo autoridades, um ataque planejado contra um templo hindu na região metropolitana de Chicago. O suspeito é Alexandros Paporakis, 19, de Palatine, Illinois, que apareceu em corte na quarta-feira acusado de um crime de ameaça terrorista e de posse ilegal de arma.
As informações sobre o caso foram relatadas pela BBC com base em investigações locais e reportagens de veículos dos EUA citadas pela publicação.
De acordo com a polícia de Palatine, foi um colega que, no domingo, recebeu "comunicações eletrônicas preocupantes" de Paporakis e avisou os órgãos de segurança.
Segundo a BBC, que cita reportagens da mídia americana, um Honda RDX vermelho registrado em nome de Paporakis entrou no estacionamento de um “conhecido templo hindu” em Aurora na hora do almoço de domingo. As autoridades dizem que o suspeito teria tentado abrir fogo, mas a arma teria travado e ele retornou à casa onde mora com a mãe.
Reportagens da NBC Chicago citadas pela BBC indicam que Paporakis teria enviado mensagens ao colega dizendo que a arma travou e que saiu do local “super-fast”; ainda segundo essas reportagens, ele depois pesquisou na internet como destravar a arma e comunicou a um colega sua intenção de realizar um tiroteio em massa.
Em revista à residência do suspeito, a polícia encontrou uma espingarda, carregadores carregados, centenas de cartuchos de munição de rifle e colete balístico, informaram as autoridades à BBC.
Também foi apreendido um documento de oito páginas em que, segundo a CBS citada pela BBC, o autor expõe ideologias extremistas e se descreve como um “sociopathic white supremacist neo-Nazi” (sociopata, supremacista branco, neonazista).
O templo identificado pela imprensa local informou ter adotado novas medidas de segurança após o episódio, segundo a BBC.
O Ministério das Relações Exteriores da Índia afirmou que o incidente “acrescenta preocupações crescentes sobre hostilidade racial e ódio anti-Índia nos EUA”, conforme citado pela BBC. O congressista americano Raja Krishnamoorthi, de Illinois, declarou estar “horrorizado” e afirmou em rede social que ele e sua família costumam frequentar o templo e estiveram no local no domingo.
Além das acusações apresentadas em corte, as apurações continuam conforme informado às fontes citadas pela BBC.