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A decisão, formalizada nesta terça-feira, dia 22 de setembro de 2026, reflete um cenário de moderação gradual na atividade econômica nacional. De acordo com a Empresa Brasil de Comunicação, o movimento foi impulsionado pela combinação de queda na inflação e efeitos dos juros elevados sobre o crédito.
O documento oficial destaca que, embora o mercado de trabalho ainda apresente resiliência, setores mais sensíveis ao ciclo econômico já demonstram o impacto da política monetária restritiva adotada anteriormente pelo Banco Central.
Conforme informação divulgada pela Empresa Brasil de Comunicação, a leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre confirmou a tendência de desaceleração que já vinha sendo monitorada pelos indicadores econômicos do país.
O Copom reiterou que o arrefecimento da demanda agregada é um passo fundamental para equilibrar a economia e garantir que a inflação convirja para a meta estabelecida. O comitê observa que os dados de crédito atuais são compatíveis com este novo momento de desaceleração econômica.
Embora a inflação ao consumidor tenha perdido força, o Banco Central mantém um tom de cautela. O índice cheio e as medidas subjacentes apresentaram queda, mas ainda permanecem acima do centro da meta oficial, o que exige atenção contínua das autoridades Monetária.
O Banco Central aponta que as expectativas de inflação ainda estão acima da meta em todos os horizontes analisados. Segundo a pesquisa Focus citada na ata, as projeções estão em 4,9% para 2026 e 4,3% para 2027, o que justifica a necessidade de manter a restrição monetária.
Além da economia Interno, o comitê monitora incertezas no cenário internacional. Tensões geopolíticas no Oriente Médio e dúvidas sobre a política monetária de grandes economias avançadas são fatores que podem influenciar a trajetória dos preços e o comportamento das commodities.
O colegiado reforçou que o corte de 0,25 ponto percentual é compatível com a estratégia de trazer a inflação para a meta. O Banco Central continuará acompanhando a evolução dos indicadores para decidir o nível de restrição necessário nos próximos encontros.
A instituição enfatizou que, em um ambiente de expectativas desancoradas, a política monetária precisa ser mantida em patamares restritivos por mais tempo para assegurar a estabilidade de preços e o equilíbrio macroeconômico a longo prazo.
Qual foi a nova taxa Selic definida pelo Copom?
A taxa Selic foi reduzida de 14% para 13,75% ao ano.
Por que o Banco Central decidiu cortar os juros?
A decisão foi motivada pela desaceleração da atividade econômica, pela redução da inflação e pelos efeitos dos juros altos no crédito e na demanda.
O que a ata diz sobre a inflação?
O documento aponta que a inflação perdeu força, mas as expectativas do mercado para 2026 e 2027 permanecem acima da meta, exigindo cautela.
Como está o mercado de trabalho segundo o BC?
O comitê destacou que, apesar da moderação na economia, o mercado de trabalho permanece aquecido no momento atual.
Quais fatores externos preocupam o Copom?
O Banco Central citou as tensões geopolíticas no Oriente Médio e as incertezas sobre a condução da política monetária nas principais economias avançadas.