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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aliado ao PT, apresentou no dia 29 um pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, seja declarado inelegível. A solicitação está baseada em alegações de abuso de poder econômico por parte do senador no evento conhecido como Festa do Peão de Barretos.
Segundo os advogados da coligação “O Brasil Pronto pra Mais”, que apoia a reeleição de Lula, Flávio teria feito uso de grande estrutura pública e privada durante o evento, configurando um “showmício disfarçado” financiado por empresas privadas e órgãos estatais, o que viola as regras eleitorais. O Broadcast Político tentou contato com a equipe do senador, mas não obteve resposta.
De acordo com a representação apresentada pela campanha petista, a estrutura do evento contou com recursos custeados por pessoas jurídicas, o que caracteriza uma doação indireta de fontes proibidas e pode levar à inelegibilidade de Flávio Bolsonaro. Além disso, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), teria declarado durante o evento que Flávio é o herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador, por sua vez, utilizou o espaço para apresentar suas propostas para o agronegócio.
A coligação do presidente Lula também requer que o Ministério Público Eleitoral investigue o caso e intime Flávio Bolsonaro no prazo de cinco dias. Além disso, foi solicitado que o senador remova de suas redes sociais todas as publicações relacionadas ao evento de Barretos, sob pena de multa diária em caso de descumprimento.
Os advogados citam decisão do Supremo Tribunal Federal que declarou inconstitucionais dispositivos autorizing doações de pessoas jurídicas a campanhas eleitorais, por contrariar princípios democráticos e de igualdade política.
A campanha de Lula alega que o senador cometeu abuso do poder econômico ao usar estrutura pública e privada em evento eleitoral, configurando doação indireta de fontes vedadas.
Além da inelegibilidade de Flávio, a campanha solicita que ele seja intimado no prazo de cinco dias, e que remova todas as publicações relacionadas ao evento de Barretos, sob risco de multa diária.
Até o momento da publicação, a equipe de Flávio Bolsonaro não retornou aos contatos do Broadcast Político para comentar o assunto.