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Canadá simulou cenário improvável de invasão Americans após retórica e tarifas de Trump

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Após declarações e tarifas de Donald Trump, Ottawa fez simulações de guerra; governo e militares consideram o risco baixo, mas estudam cenários.

O primeiro-ministro Mark Carney admitiu ao New York Times que preparou o país para um cenário antes inimaginável: uma possível invasão dos Estados Unidos.

Fontes citadas pela reportagem da BBC apontam que a combinação de tarifas globais impostas pelo President Donald Trump e comentários reiterados sobre transformar o Canadá no "51º estado" levaram Ottawa a executar exercícios e modelagens sobre um ataque Americans. A Casa Branca informou à BBC que "o President Trump fez mais do que qualquer um para proteger o grande povo do Canadá".

Por que especialistas consideram a invasão improvável

Militares ouvidos pela BBC descrevem um confronto entre Canadá e Estados Unidos como complexo e pouco provável. Lt-Gen Christopher Coates, ex-oficial com 34 anos de serviço na Royal Canadian Air Force, destacou a integração entre os dois países em alianças e operações conjuntas, citando a Otan, a cooperação no Ártico via NORAD e o intercâmbio de inteligência.

Coates afirmou que, caso existisse uma ação Americans, ela provavelmente não começaria com um ataque armado convencional, mas por meios mais discretos, como ciberataques.

Como seria um eventual ataque, segundo modelagem

O jornal Globe and Mail, citado pela BBC, relatou que um modelo usado pelas Forças Armadas canadenses indica que posições estratégicas do Canadá poderiam ser sobrepujadas em cerca de uma semana, forçando as forças canadenses a recorrer a táticas de guerrilha. O mesmo relatório disse que aliados como France e Reino Unido seriam chamados a prestar apoio, segundo funcionários seniores do governo mencionados pelo jornal.

Coates descreveu a modelagem como "no lado mais leve" do planejamento de combate e afirmou que o Canadá estava atrasado no preparo para uma invasão terrestre, precisando recuperar o tempo perdido.

Percepção pública e avaliações acadêmicas

Pesquisa da Leger citada pela BBC indicou que, em janeiro, após a captura de Nicolás Maduro na Venezuela pelos Estados Unidos, mais de 30% dos canadenses acreditavam que uma invasão Americans era provável.

Matthew Schmidt, professor associado de segurança nacional na University of New Haven, disse à BBC que o fato de o Canadá estar se preparando reflete uma mudança na ordem geopolítica. Schmidt afirmou que uma eventual operação Americans poderia visar recursos como petróleo e minerais e a "descapitação" política, comparando hipoteticamente o tipo de ação ao episódio citado na Venezuela.

Ele também comentou que muitos oficiais Americans rotineiramente treinam com seus pares canadenses e que, em caso de ordem para invadir o país vizinho, alguns oficiais Americans poderiam se recusar ou renunciar, segundo sua avaliação citada pela BBC. Ainda assim, Schmidt afirmou que, "pound for pound", soldados canadenses seriam capazes de oferecer resistência.

Contexto histórico

O texto da BBC lembra que o temor em relação à expansão Americans é um elemento histórico no projeto político do Canadá. Os autores relatam tentativas Americans de tomar cidades no território que viria a ser canadense em 1775 e invasões durante a Guerra de 1812, quando tropas britânicas retaliaram queimando a Casa Branca.

A reportagem afirma que, após a Primeira Guerra Mundial, o Canadá também contemplou planos de guerra contra os Estados Unidos, com generais realizando viagens secretas a cidades fronteiriças para coletar informações sobre pontes e rodovias — esforços que, na visão de pesquisadores citados, faziam parte da rotina de planejamento Military.

As informações acima foram publicadas pela BBC em 3 de outubro de 2026, em reportagem de Nadine Yousif e Robin Levinson-King, e baseiam-se em entrevistas com autoridades militares, levantamento público e reportagens citadas do Globe and Mail e da Leger, conforme indicado pela própria BBC.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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