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Muita gente acha que ir ao dentista sem dor é perda de tempo. Na prática, é o contrário. A consulta de rotina é o momento em que os problemas aparecem ainda pequenos, quando o tratamento é simples, rápido e barato. Cárie inicial, gengivite, desgaste por bruxismo e até lesões suspeitas na boca costumam ser silenciosos no começo.
A editoria de utilidade pública do Ubiratã Online preparou este guia para explicar o que acontece num check-up odontológico, com que frequência ele deve ser feito e quais cuidados mudam em cada fase da vida.
Para leitores de Belo Horizonte, uma opção na região noroeste é procurar um dentista no Dom Bosco, em BH: a Clínica Odontológica BH, do Dr. Carlos Henrique Martins de Oliveira, reúne profissionais de diferentes especialidades para acompanhar o paciente da prevenção ao tratamento.

O check-up começa com uma conversa. O dentista pergunta sobre dores, sensibilidade, sangramento, doenças e remédios em uso. Essas informações orientam o exame e podem mudar o plano de tratamento, já que condições como diabetes e o uso de alguns medicamentos afetam a gengiva e a cicatrização.
Depois vem o exame da boca, que vai muito além de olhar os dentes:
| O que é examinado | O que o dentista procura |
|---|---|
| Dentes | Cáries, trincas, restaurações desgastadas ou com infiltração |
| Gengiva | Sangramento, retração e bolsas entre gengiva e dente, sinais de gengivite ou periodontite |
| Mordida | Desgastes que indicam bruxismo e contatos que sobrecarregam alguns dentes |
| Língua, bochechas, céu e assoalho da boca | Manchas, feridas ou nódulos que merecem acompanhamento |
| Articulação da mandíbula | Estalos, dor ou limitação para abrir a boca |
| Próteses e implantes | Adaptação, desgaste e saúde da gengiva ao redor |
Quando necessário, o dentista pede radiografias. Elas mostram cáries entre os dentes, que não aparecem a olho nu, a condição do osso e problemas na raiz. A frequência das radiografias depende do risco de cada paciente.

Mesmo com boa escovação, a placa bacteriana se acumula em pontos difíceis, como entre os dentes e junto à gengiva. Com o tempo, ela endurece e vira tártaro, que a escova não remove. A limpeza profissional retira esse tártaro com instrumentos manuais ou aparelho de ultrassom e deixa a superfície dos dentes mais lisa, o que dificulta o acúmulo de nova placa.
Na gengivite, a limpeza e o ajuste da escovação costumam resolver o problema. Quando o exame mostra periodontite, com perda de osso e bolsas profundas, a limpeza comum já não basta, e o tratamento passa a ser a raspagem das raízes abaixo da gengiva, geralmente com anestesia local.
O intervalo mais conhecido é de seis meses, mas ele não vale igualmente para todo mundo. Quem tem boa saúde bucal e poucos fatores de risco pode, a critério do dentista, espaçar as consultas. Já quem tem histórico de periodontite, muitas restaurações, diabetes, usa aparelho ortodôntico ou tem implantes costuma precisar de revisões mais frequentes.
O ideal é sair de cada consulta sabendo quando deve voltar. Anotar a data ou pedir que a clínica avise ajuda a não deixar o intervalo crescer sem perceber.
As necessidades da boca mudam ao longo dos anos. A tabela abaixo resume os pontos de atenção em cada fase:
| Fase da vida | Principais cuidados |
|---|---|
| Bebês e crianças pequenas | Primeira consulta quando nascem os primeiros dentes, orientação sobre mamadeira noturna e escovação pelos pais |
| Crianças em idade escolar | Selamento de fóssulas e fissuras, avaliação da mordida e da respiração, primeira avaliação ortodôntica por volta dos sete anos |
| Adolescentes | Higiene com aparelho, protetor bucal em esportes de contato, acompanhamento dos sisos |
| Adultos | Controle da gengiva, desgaste por bruxismo, manutenção de restaurações |
| Gestantes | Gengiva mais sensível pelas mudanças hormonais; o tratamento odontológico pode e deve continuar na gestação |
| Idosos | Boca seca causada por remédios, cárie na raiz, adaptação de próteses e implantes |

Muita gente aperta ou range os dentes durante o sono sem saber. Quem costuma perceber primeiro é o dentista, ao notar dentes com as pontas achatadas, pequenas trincas no esmalte ou restaurações que quebram com frequência. Dor de cabeça ao acordar, cansaço na musculatura do rosto e estalos na articulação da mandíbula também são sinais comuns.
O bruxismo está ligado a fatores como estresse, alterações do sono e alguns medicamentos. O tratamento mais usado é a placa miorrelaxante, uma placa de acrílico feita sob medida para usar à noite, que protege os dentes do atrito. Em alguns casos, o dentista pode indicar outras abordagens, como a aplicação de toxina botulínica nos músculos da mastigação, sempre após avaliação.
A saliva protege os dentes: lava restos de comida, neutraliza ácidos e ajuda a repor minerais no esmalte. Muitos remédios de uso contínuo, como alguns antidepressivos, anti-hipertensivos e antialérgicos, reduzem a produção de saliva. O resultado é boca seca, mais cáries, principalmente perto da gengiva e na raiz, e dificuldade para usar dentadura.
Quem percebe a boca seca com frequência deve contar ao dentista e ao médico. Beber água ao longo do dia, evitar bebidas alcoólicas e cafeína em excesso e usar produtos indicados pelo dentista, como substitutos de saliva e cremes dentais com mais flúor, ajudam a proteger os dentes.

Os terceiros molares, conhecidos como sisos, costumam nascer no fim da adolescência ou no começo da vida adulta. Nem todo siso precisa ser extraído. Quando ele nasce na posição certa, tem espaço e pode ser limpo, pode ficar na boca. A extração costuma ser indicada quando o siso está incluso ou semi-incluso e provoca inflamações repetidas na gengiva, cáries no dente vizinho, cistos ou dor. As radiografias feitas no check-up permitem acompanhar essa evolução e planejar a cirurgia, se for o caso, antes de uma crise.
Ter um dentista de referência facilita a prevenção. O profissional que conhece o histórico do paciente percebe mais rápido o que mudou de uma consulta para outra. Na hora de escolher, vale observar se o dentista explica o diagnóstico com clareza, apresenta o plano de tratamento por escrito, respeita o ritmo do paciente e conta com especialistas para encaminhar casos mais complexos, como ortodontia, implantes e tratamento de gengiva. A localização também pesa: um consultório perto de casa ou do trabalho torna mais fácil manter as consultas em dia.
Alguns sinais não devem esperar a próxima revisão. Gengiva que sangra com frequência ao escovar, dente que dói ao mastigar ou com sensibilidade que não passa, mau hálito persistente e dentes que parecem mais moles ou mudaram de posição merecem avaliação.
Feridas na boca que não cicatrizam em cerca de duas semanas, manchas brancas ou vermelhas e caroços na língua, nas bochechas ou no assoalho da boca também devem ser examinados. A maioria dessas lesões é benigna, mas o câncer de boca tem mais chance de cura quando é descoberto cedo, e o dentista é muitas vezes o primeiro profissional a notar essas alterações. Fumantes e pessoas que consomem álcool com frequência merecem atenção redobrada.
Escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia com creme dental com flúor, usar fio dental ou escova interdental todos os dias e trocar a escova quando as cerdas ficarem abertas são os cuidados básicos. A escovação antes de dormir é a mais importante, porque durante o sono a produção de saliva diminui e a boca fica mais vulnerável.
Reduzir a frequência de açúcar ao longo do dia faz mais diferença do que a quantidade total. Beliscar doces e beber refrigerante aos poucos mantém a boca ácida por mais tempo. Beber água, não fumar e usar protetor bucal em esportes de contato completam a lista.
É o intervalo mais comum, mas o dentista pode indicar consultas mais próximas ou mais espaçadas conforme o risco de cada paciente. Quem tem periodontite, implantes ou usa aparelho geralmente precisa de revisões mais frequentes.
As radiografias odontológicas usam doses baixas de radiação e são pedidas quando trazem informação útil para o diagnóstico. O dentista avalia a necessidade de cada exame e usa proteção quando indicado.
Não. Sangramento ao escovar ou passar o fio geralmente indica gengivite. Com limpeza profissional e higiene correta, a gengiva costuma voltar ao normal. Se o sangramento continuar, a gengiva precisa ser avaliada com mais atenção.
Pode e deve. As alterações hormonais deixam a gengiva mais sensível, e tratar problemas durante a gestação evita infecções. Avise o dentista sobre a gravidez para que ele escolha os procedimentos e os momentos mais adequados.
Feridas que não cicatrizam em cerca de duas semanas devem ser examinadas por um dentista. Na maioria das vezes não é nada grave, mas a avaliação permite identificar cedo as lesões que precisam de tratamento.
Para a maioria das pessoas, um creme dental com flúor já cumpre o papel principal, que é prevenir cáries. Quem tem sensibilidade, gengiva inflamada ou outras necessidades pode receber indicação de produtos específicos do dentista.
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