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O empresário Hugo Gabriel Moll, de 38 anos, teve sua vida interrompida de forma trágica em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Ele não era o alvo dos criminosos, mas foi executado por engano em uma barbearia local.
A vítima havia parado no estabelecimento apenas para arrumar a barba antes de seguir viagem com seu filho de 12 anos. O caso gerou grande comoção e revelou uma falha fatal na execução de um crime planejado por criminosos da região.
Conforme informações divulgadas pela Polícia Civil do Paraná, o empresário foi confundido com um homem ligado ao tráfico de drogas que havia saído do local minutos antes. A dinâmica foi confirmada após a prisão de cinco suspeitos envolvidos no caso.
Segundo o relato de Osvaldina Moll, mãe da vítima, Hugo costumava frequentar outra barbearia, mas como não pôde ser atendido no estabelecimento de costume, decidiu parar por acaso. Ele estava conversando com um sobrinho pelo celular momentos antes de descer da caminhonete.
O delegado Luis Gustavo Timossi explicou que os atiradores chegaram ao local com a informação de que o alvo estava na barbearia. No entanto, eles não perceberam que o homem, envolvido com o tráfico, tinha deixado o local cerca de 10 segundos antes da chegada de Hugo.
As câmeras de segurança registraram o momento em que os executores chegaram ao estabelecimento, aproximadamente 10 minutos após a saída do verdadeiro alvo. Eles entraram no local disparando contra todos que ali estavam.
O dono da barbearia, João Victor Pereira, também foi atingido no tórax. A polícia acredita que os atiradores dispararam contra o barbeiro em uma tentativa de eliminar testemunhas no local. João Victor sobreviveu após passar mais de 20 dias internado.
A Polícia Civil avançou nas investigações e realizou a prisão temporária de cinco suspeitos no dia 28 de junho. Entre eles, estão o organizador da ação, que possui histórico por tráfico e porte de arma, e o responsável pelo fornecimento das armas.
Outros envolvidos foram detidos por monitoramento do alvo e apoio logístico. A polícia segue realizando diligências complementares para esclarecer totalmente a participação de cada um dos suspeitos, que tiveram suas casas alvos de mandados de busca e apreensão.
Hugo era um profissional atuante no ramo da construção civil. Ele era casado há menos de dois meses, embora estivesse junto com a esposa há duas décadas, e deixou um filho de 12 anos que o acompanharia na viagem interrompida pelo crime.
De acordo com as autoridades policiais, o empresário não possuía nenhum histórico de passagens criminais, sendo uma vítima inocente de uma confusão trágica motivada pelo tráfico de drogas na região dos Campos Gerais.
1. O empresário era o alvo dos atiradores? Não, a Polícia Civil confirmou que ele foi morto por engano, sendo confundido com um traficante que saiu da barbearia pouco antes.
2. O barbeiro sobreviveu ao ataque? Sim, João Victor Pereira foi atingido no tórax, ficou internado por 20 dias e está se recuperando em casa.
3. Quantas pessoas foram presas pelo crime? Cinco suspeitos foram presos temporariamente durante a operação policial realizada em 28 de junho.
4. Por que Hugo parou naquela barbearia? Ele parou por acaso, pois o estabelecimento que costumava frequentar não pôde atendê-lo naquele dia e ele queria se arrumar para viajar com o filho.
5. Qual a situação atual das investigações? A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão e segue com diligências para concluir o inquérito e definir a participação individual de cada suspeito.