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Moradora de Cascavel volta de viagem e encontra ninho de urubu na churrasqueira; IAT diz que não pode remover

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Após viagem de dez dias, moradora passou a dividir a sacada com o urubu; Instituto Água e Terra orienta não mexer no ninho e alerta proteção legal

Ao voltar de uma viagem de dez dias, a ceramista Micaela La Falce encontrou um urubu instalando um ninho dentro da churrasqueira da sacada do apartamento, em Cascavel, no Oeste do Paraná. O caso foi mostrado por Micaela em vídeo nas redes sociais e viralizou.

Depois de notar um ovo no local, a moradora procurou os bombeiros e a área ambiental. A orientação do Instituto Água e Terra (IAT) foi de não remover o animal, os ovos ou o ninho e aguardar a saída natural da ave e da cria.

O caso

Segundo Micaela, o apartamento ainda estava sendo organizado quando ela retornou; ao encontrar o urubu dentro da churrasqueira, inicialmente achou que ele sairia sozinho, mas no dia seguinte a ave permanecia no mesmo lugar. Ela passou a dividir a sacada com o animal e chegou a batizá-lo de Úrsula.

A equipe do IAT visitou o local e conversou com a moradora e com o síndico do prédio.

Orientação e base legal

O IAT informou que, após o urubu se instalar e construir o ninho, o local passa a ter proteção prevista na legislação ambiental. A recomendação é não mexer no animal, nos ovos ou na estrutura e procurar o órgão ambiental para orientação.

Vinícius Góes, médico-veterinário do IAT em Cascavel, explicou que o período reprodutivo da espécie vai de julho a dezembro e que, nesse intervalo, é comum que urubus busquem locais protegidos para nidificar. Góes também afirmou que a espécie apresenta grande capacidade de adaptação a áreas urbanas.

O IAT alertou que a Lei de Crimes Ambientais prevê pena de seis meses a um ano de detenção, além de multa, para quem danificar ou destruir ninho, abrigo ou criadouro natural de animais silvestres.

Cuidados e prevenção

Enquanto o ninho permanecer na churrasqueira, a moradora deve evitar acessar a sacada e não pode alimentar nem oferecer água ao animal, para não interferir no comportamento natural da ave. O IAT estimou que a saída do urubu e da cria pode variar entre dois e três meses, dependendo do ciclo reprodutivo.

O IAT ressaltou que a situação poderia ser evitada com medidas simples: moradores de apartamentos com churrasqueiras ou espaços abertos devem instalar tampas ou barreiras que impeçam a entrada de aves quando o local não estiver em uso. Micaela informou que pretende colocar telas e outras barreiras após a ave e o filhote deixarem o local.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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