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Os professores das escolas particulares do Rio de Janeiro decidiram cruzar os braços nesta quarta-feira, dia 2 de setembro de 2026. A greve de 24 horas foi deflagrada após rodadas de negociação com o patronato terminarem sem um acordo satisfatório para os docentes.
A decisão pela paralisação foi tomada durante uma assembleia conduzida pelo Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio), realizada no último sábado. O movimento reuniu mais de 1 mil profissionais em um ato público no Largo do Machado, localizado no bairro do Catete, zona sul da capital fluminense.
Conforme informação divulgada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a categoria busca o reajuste salarial de, ao menos, ao menos 5,5%, além de melhorias estruturais que impactam diretamente a rotina pedagógica e a saúde mental dos educadores.
O sindicato aponta que a carga de trabalho aumentou significativamente, especialmente após a pandemia, com a necessidade de realizar atividades virtuais e utilizar plataformas de ensino fora do horário de sala de aula. Os profissionais pleiteiam o pagamento da hora-atividade para essas tarefas pedagógicas extras.
Além do reajuste salarial, a pauta de reivindicações inclui a gratificação por aprimoramento acadêmico e a equiparação salarial entre professores da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio. O objetivo é garantir uma remuneração justa para todas as etapas da formação básica.
Segundo o diretor jurídico do Sinpro-Rio, Fábio Conde, muitos docentes estão atuando em uma jornada exaustiva, apelidada de escala 7 por 0. O professor acaba trabalhando todos os dias, corrigindo fichas e adaptando materiais sem períodos de descanso adequados.
Essa sobrecarga tem gerado consequências graves para a saúde da classe. O sindicato alerta que o número de profissionais que precisam se afastar das salas de aula devido a questões mentais é alarmante, evidenciando a necessidade urgente de revisão das condições de trabalho.
O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Rio de Janeiro (SinepeRio), que representa o patronato, foi procurado pela Agência Brasil para comentar a paralisação. No entanto, a entidade optou por não se manifestar sobre o tema neste momento.
Qual o motivo da greve dos professores no Rio?
A greve ocorre pela falta de acordo em negociações salariais e pela exigência de melhores condições de trabalho, como o pagamento de hora-atividade.
Qual o percentual de reajuste salarial solicitado?
Os professores reivindicam um reajuste salarial de, ao menos, ao menos 5,5%.
O que é a hora-atividade reivindicada pelos docentes?
É a remuneração pelo trabalho pedagógico realizado fora da sala de aula, como correção de provas, adaptação de materiais e uso de plataformas virtuais.
Qual sindicato representa os professores na paralisação?
O movimento é liderado pelo Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio).
O SinepeRio se manifestou sobre a greve?
Não, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Rio de Janeiro optou por não se pronunciar sobre a paralisação no momento.