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A declaração ocorreu horas depois de manifestações com dezenas de milhares de pessoas em várias cidades da Espanha, em Protests pela gestão da crise e com apoio de partidos de oposição.
Um relatório policial citado pela BBC mencionou a "permissividade total" das forças de segurança marroquinas, mas autoridades seniores disseram que o documento não atribui responsabilidade direta ao governo de Rabat.
O líder do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, acusou o governo de mentir e de acobertamento, afirmando que Sánchez deveria renunciar. Marrocos negou ter orquestrado a travessia em massa.
Sánchez elogiou a atuação da polícia de Ceuta por priorizar a defesa da vida humana em vez da defesa da fronteira e classificou o episódio como um “convergir de numerosos atores e interesses”. O primeiro‑ministro atribuiu parte da crise a golpes de desinformação nas redes sociais e a ação de redes de tráfico, e afirmou não haver evidências de envolvimento estatal — ainda que tenha citado contas ligadas a Rússia, Israel e a um “movimento internacional de extrema‑direita”, segundo a BBC.
A gestão espanhola da crise também provocou atritos com parceiros europeus: a reportagem registra que a Itália impôs restrições às chegadas provenientes da Espanha.
O influxo em massa ocorreu nos dias 30 e 31 de julho, segundo o relato consultado pela BBC, que também registrou as declarações no Parlamento e as manifestações ocorridas em seguida.