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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu o inquérito sobre o acidente que matou o motociclista Tommy Rodrigues Beva, de 36 anos, na PR-151, em Ponta Grossa. O fato ocorreu em 20 de março e, segundo a investigação, o motociclista foi atingido na traseira por um caminhão no momento em que passava por um radar de velocidade.
Segundo a PCPR, a perícia também apontou que o disco do tacógrafo do caminhão não registrou a movimentação no período correspondente ao acidente, e os elementos reunidos indicaram que o instrumento teria sido adulterado com o objetivo de dificultar a apuração da dinâmica do sinistro.
O motorista, de 56 anos, teve o nome preservado pela polícia e foi indiciado por homicídio qualificado, na modalidade de dolo eventual, e pelo crime de “inovação artificiosa” — termo previsto no Código de Trânsito Brasileiro para ações que visem induzir a erro autoridades ou peritos em investigação de sinistro automobilístico. A PCPR informou que, em tese, as penas máximas em abstrato dos crimes poderiam alcançar mais de 30 anos de reclusão.
O homem respondeu ao inquérito em liberdade. A autoridade Polícia afirmou que durante as investigações solicitou prisão preventiva ou o uso de tornozeleira eletrônica, pedidos que foram negados pela Justiça. Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná, que agora avalia se apresenta denúncia criminal.
O delegado Maurício Souza da Luz afirmou: “A condução de um veículo de carga a quase 150 km/h e a tentativa de fraudar a fiscalização demonstram total desprezo pela vida humana e pela Justiça. Uma investigação técnica e responsável é essencial para garantir justiça às vítimas e seus familiares”.
Em resumo, a PCPR concluiu que o impacto traseiro na PR-151 causou a morte do motociclista; a perícia registrou marcas de frenagem longas e estimou velocidade do caminhão muito acima do limite; o motorista foi indiciado por homicídio qualificado e por adulteração do tacógrafo; e o caso segue agora sob análise do Ministério Público.