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A Novartis informou que o estudo de fase avançada do medicamento pelacarsen não atingiu o objetivo principal de reduzir o risco de eventos cardiovasculares, como morte, ataque cardíaco e derrame, em comparação com placebo, segundo CGN com base na Agência Estado.
O composto conseguiu reduzir os níveis no sangue da lipoproteína (a), conhecida como Lp(a), mas essa redução não se traduziu em queda dos eventos cardiovasculares monitorados pelo ensaio, informou a empresa.
segundo CGN, o pelacarsen é um oligonucleotídeo antisense projetado para inibir a produção de Lp(a) na sua origem; a Novartis licenciou a droga da Ionis Pharmaceuticals. Embora os biomarcadores de Lp(a) tenham caído, o estudo não mostrou benefício em desfechos cardiovasculares principais frente a placebo.
Em nota, o diretor médico da Novartis, Shreeram Aradhye, afirmou: “Estes não são os resultados que esperávamos, mas fornecem evidências importantes que avançam na compreensão científica da relação entre a redução de Lp(a) e os resultados cardiovasculares e podem ajudar a informar abordagens futuras para o gerenciamento do risco cardiovascular” (Agência Estado, via CGN).
As ações da Novartis caíram 2,7% em Zurique, por volta das 11h40 (de Brasília), após o anúncio, informou o CGN. Rivais como Eli Lilly e Amgen trabalham em outros medicamentos que também miram a Lp(a), mas por vias diferentes, segundo CGN.
Analistas do Jefferies observaram, conforme citado pela matéria, que o sucesso recente de terapias cardiovasculares e o uso mais amplo de medicamentos como os GLP-1 aumentaram o padrão exigido para ensaios baseados em desfechos cardiovasculares.
O Jefferies também apontou que a Novartis terá de demonstrar resultados positivos em outras aquisições para justificar valores pagos: o pelacarsen foi integrado ao portfólio após negócios que incluíram um acordo de US$ 12 bilhões com a Avidity Biosciences, segundo CGN.
Os resultados do pelacarsen surgem menos de uma semana depois de a Novartis ter pausado oito ensaios de uma terapia celular experimental para distúrbios autoimunes e neurológicos, após a morte de três pacientes, informou a Dow Jones Newswires, citado pela matéria.