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A categoria movimentou US$759 milhões em julho e o ticket médio subiu de US$59 para US$86 em doze meses; no Brasil, 35% do gasto nesses cartões vai a supermercados, segundo dados internos da Oobit. A Bipa Fintech brasileira, aproveita esse momento e lança quatro níveis de plano para sua base, com satsback de até 1,5% e opção entre Bitcoin, real e stablecoin como garantia dos cartões, dentre eles o cartão Black da Mastercard.

Gasto global com cartões cripto cresce 150%, e Bipa lança novos planos com garantia flexívelespícula óssea

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A categoria movimentou US$759 milhões em julho e o ticket médio subiu de US$59 para US$86 em doze meses; no Brasil, 35% do gasto nesses cartões vai a supermercados, segundo dados internos da Oobit. A Bipa Fintech brasileira, aproveita esse momento e lança quatro níveis de plano para sua base, com satsback de até 1,5% e opção entre Bitcoin, real e stablecoin como garantia dos cartões, dentre eles o cartão Black da Mastercard.

 O cartão de crédito colateralizado em criptoativos deixou de ser instrumento de saque e passou a funcionar como meio de pagamento de rotina. Em julho de 2026, a categoria movimentou US$759 milhões no mundo, cerca de 2,5 vezes os US$306 milhões registrados no mesmo mês de 2025, segundo levantamento da a16z crypto com dados da Paymentscan. Foram aproximadamente 9 milhões de compras no período, com ticket médio de US$86 contra US$59 um ano antes.

A mudança no ticket diz mais do que a mudança no volume: ela indica compra cotidiana, e não conversão pontual. Stablecoins sustentam a maior parte desse gasto o USDC responde por cerca de 58% e o USDT por cerca de 26% do volume de julho, conforme o mesmo levantamento.

No Brasil, o padrão é ainda mais nítido. Dados de uso da operadora Oobit apontam que 35% do gasto em cartões cripto no país vai a supermercados, com média de 20 transações mensais por usuário. O país oferece a base para isso: stablecoins responderam por cerca de 80% do volume declarado de criptoativos em 2025, com o USDT concentrando 88,7% desse total, segundo a Receita Federal. Em cartões cripto especificamente, a Binance Research aponta US$747 milhões movimentados em maio de 2026 em todo o mundo, alta de 48,6% no acumulado do ano.

É nesse contexto que a Bipa lança quatro planos: o Free, Plus, Pro e Max, sobre uma base de cartão cujo uso cresceu 110% só em 2026.

“Ao lançar os planos, o objetivo é personalizar a experiência de acordo com o momento de cada cliente. O cartão deixou de ser usado de forma esporádica e virou meio de pagamento cotidiano. Quando o comportamento da base muda, a estrutura do produto precisa mudar junto”, afirma Luiz Parreira, CEO e Fundador da Bipa.

O cliente escolhe o colateral do gasto

Em qualquer plano, o cliente define qual ativo sustenta o cartão: Bitcoin, para quem está acumulando e quer manter o saldo exposto ao ativo; stablecoin, para quem prefere previsibilidade no valor no momento da compra; ou real, para quem quer o limite mais alto. As garantias podem ser combinadas.

O limite é proporcional à garantia depositada e varia conforme o ativo escolhido:

Garantia depositadaLTV (Loan-to-value)R$ 10.000 em garantia geram
Bitcoin (BTC)50%R$ 5.000 de limite
Dólar digital (USDT)80%R$ 8.000 de limite
Reais (BRL)100%R$ 10.000 de limite

A opção reconhece que a base não é homogênea. Quem trata o Bitcoin como reserva de longo prazo e quem usa o cartão no dia a dia têm exigências opostas e momentos de vida diferentes, um consegue deixar o investimento parado como reserva de valor o outro está construindo seu patrimônio aos poucos e pode precisar de crédito ao longo do mês, e um colateral único pode obrigar ao cliente a investir em um certo ativo para poder usar o cartão e demais funcionalidades, liberando os dois os clientes ficam livres para decidir onde alocar.

“Impor um único ativo como colateral impediria parte da base de usar o produto Por isso a escolha do colateral é do cliente, em qualquer plano”, diz Luiz.

Quatro níveis, sem fidelidade

A Bipa lançou na última semana os 4 planos abaixo: 

PlanoMensalidadeCartão Satsback
FreeR$ 0Mastercard Gold
PlusR$ 14,90/mêsMastercard Gold0,5%
ProR$ 49,90/mêsMastercard Platinum1,0%
MaxR$ 99,90/mêsMastercard Black1,5%

Os planos oferecem benefícios diferentes de acordo com o tier e podem ser cancelados e alterados a qualquer momento, livre e sem fidelidade. A mensalidade é parcial ou integralmente devolvida como crédito na fatura, caso o cliente atinja o volume transacionado no período, sujeita às regras do programa. O plano Free permanece sem custo. Condições completas em https://bipa.app/planos.

Recompensa em satoshis, não em pontos

O satsback é creditado em satoshis, a menor unidade do Bitcoin, sob custódia do cliente na plataforma e sem prazo de utilização, diferente de programas de pontos, que operam com moeda proprietária, validade e taxa de conversão definida pelo emissor. O cliente pode transferir o saldo para carteira própria, inclusive via Lightning Network.

Em contrapartida, é recompensa em ativo volátil: o valor em reais do saldo acumulado oscila com o preço do Bitcoin, e a Bipa não oferece garantia de valor sobre esse saldo.

O saldo em reais também recompensa

O saldo em reais mantido na plataforma gera recompensa referenciada ao CDI, de 70% a 115% conforme o plano contratado e a modalidade, creditada em Bitcoin no saldo de satsback do cliente, sujeita às regras do programa. O CDI é taxa variável e recompensas passadas não garantem recompensas futuras.

Ponto de atenção do modelo

O limite acompanha o valor da garantia. Se o ativo depositado se desvalorizar, o limite cai; uma queda acima do gatilho definido aciona a liquidação parcial da garantia, com notificação prévia ao cliente, que pode reforçar o depósito antes da venda. Em caso de fatura não paga, a liquidação segue ordem definida: primeiro o saldo em reais, depois stablecoin, depois Bitcoin.

Sobre a Bipa — Fundada em 2020 por Luiz Parreira, a Bipa é uma plataforma brasileira que simplifica o acesso ao Bitcoin. Foi pioneira ao conectar Pix e Lightning Network em uma conta digital, com transações a partir de R$1. Em 2023, captou R$8 milhões em rodada seed com New Form Capital e Hivemind Ventures e em 2024, R$18 milhões com a Ego Death Capital, primeiro investimento desses fundos no Brasil.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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